O geocomposto drenante é um sistema de engenharia de alta performance projetado para substituir camadas granulares tradicionais (como brita e areia) em sistemas de drenagem. Composto por um núcleo drenante de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) associado a diferentes camadas de geotêxtil e outros elementos funcionais, ele garante o escoamento eficiente de líquidos e gases em obras de diversos portes.
Seja em edificações urbanas ou grandes obras de infraestrutura, os geocompostos oferecem uma solução leve, de baixa espessura e extrema facilidade de instalação, otimizando prazos e reduzindo custos operacionais.
Composição e Funcionamento
O funcionamento de um geocomposto baseia-se na integração de componentes com funções específicas:
- Filtração e Separação: Uma ou duas faces de geotêxtil não tecido retêm as partículas sólidas do solo, permitindo apenas a passagem da água e evitando o entupimento (colmatação) do sistema.
- Condução (Vazão no Plano): O núcleo de PEAD cria um canal livre que conduz a água ou gases captados até os pontos de coleta e descarte.
- Proteção e Barreira: Dependendo da versão, pode incluir faces impermeáveis ou bolsas específicas para integração com tubos drenos.
Principais Tipos e Configurações
Para atender a diferentes necessidades de projeto, o geocomposto apresenta variações técnicas:
- Drenagem Unifacial (1L): Ideal para situações onde o fluxo de água vem de apenas um lado, como em floreiras, telhados verdes e estruturas já impermeabilizadas.
- Drenagem Bifacial (2L): Configuração clássica com filtração em ambos os lados, essencial para drenagem rodoviária, túneis, aterros sanitários e campos esportivos.
- Integração Construtiva (Forma Perdida - FP): Versões com uma face impermeável resistente, que permitem que o concreto seja lançado diretamente contra o dreno. Muito usado em muros de arrimo e subsolos.
- Drenagem Linear Integrada (TD): Modelos que já possuem uma bolsa acoplada para a instalação facilitada de tubos dreno, otimizando a execução de trincheiras drenantes.
Aplicações Versáteis
O uso do geocomposto drenante abrange múltiplos setores da construção civil e engenharia ambiental:
- Edificações e Paisagismo: Muros de contenção, lajes de jardins, telhados verdes, floreiras e proteção de subsolos.
- Infraestrutura Viária: Drenos longitudinais de rodovias (conforme normas DNIT 161/2022 – EM), ferrovias e túneis.
- Saneamento e Meio Ambiente: Drenagem de líquidos percolados (chorume) e alívio de biogás em aterros sanitários.
- Esporte e Lazer: Sistemas de drenagem rápida para campos de futebol e gramados esportivos.
Vantagens Técnicas e Econômicas
A substituição de drenos convencionais pelo geocomposto traz benefícios imediatos:
- Redução de Espaço e Peso: Substitui camadas espessas de brita por um sistema de poucos milímetros, aliviando a carga sobre as estruturas.
- Eficiência Hidráulica: Desempenho testado e garantido por normas técnicas (ASTM e ABNT), mantendo a vazão estável mesmo sob altas pressões de compressão.
- Proteção Adicional: Além de drenar, atua como barreira física, protegendo as camadas de impermeabilização contra danos mecânicos durante o reaterro.
- Sustentabilidade e Logística: Menor necessidade de transporte de agregados minerais, reduzindo a movimentação de caminhões e o impacto ambiental da obra.
Critérios de Escolha
A especificação do geocomposto ideal deve considerar a origem do fluxo (uma ou duas faces), a carga de compressão a que será submetido e o método construtivo (se haverá concretagem direta ou uso de tubos). Consultar a ficha técnica e assegurar que o material atenda às normas vigentes é fundamental para a durabilidade e segurança do sistema de drenagem.
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