Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
A Cocamar localiza-se no município de Maringá, região norte do Estado do Paraná. Este trabalho abordará o projeto executado na fábrica de fiação de seda, complexo II. A aplicação da manta geotêxtil Bidim tem por função como filtro de transição sob o revestimento de concreto nos taludes das lagoas de decantação e aeração da Cocamar Cooperativa de cafeicultores e agropecuarista de Maringá Ltda.
As referidas lagoas têm como finalidade o tratamento de despejos originários do processo industrial da fiação de seda, e a adoção de um filtro de transição objetivaram a eliminação de pontos erosivos, perda de materiais finos do solo, decorrentes de falhas que poderiam ocorrer no processo de concretagem do revestimento.
O PROBLEMA
Implementar um sistema eficiente de filtro de transição sob o revestimento de concreto nos taludes das lagoas de decantação e aeração da Cocamar
A SOLUÇÃO
Foi utilizado a Manta Geotêxtil Bidim RT-10 como elemento principal na filtração da então obra.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: Setembro de 1991
LOCALIZAÇÃO:Município de Maringá, Estado do Paraná
CLIENTE:Cocamar Departamento de Projetos e Obras
TIPO DE OBRA:Lagoas de Decantação e Aeração
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtro de Transição
QUANTIDADE UTILIZADA: Aproximadamente 3.700 m² Geotêxtil Bidim RT-10
DESCRIÇÕES DA OBRA
Área protegida
Taludes revestido em concreto.
Perímetro da lagoa de decantação: 300 m, com dimensão do talude protegido de 5,3 m. Perímetro da lagoa de aeração: 270 m, com dimensão do talude protegido de 6,5 m.
Desenhos esquemáticos – Lagoa de Decantação Facultativa:
2 – Corte CC Figura 01 Vista superior da lagoa com especificação da distância de ripamento.
Figura 02 Detalhe do talude da lagoa. Corte AA.
Lagoa mecanicamente aerada:
Figura 03 Vista superior da lagoa com especificação da distância de ripamento.
Figura 04 Detalhe do talude da lagoa. Corte AA.
Revestimento das lagoas:
2 – Ripa de 2,5 x 5,0cm com distanciamento de 2,50m
APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Na fábrica de refinação do óleo vegetal de Cocamar, também localizada no município de Maringá, verificou-se em maio de 1990, a desestabilização de um muro de arrimo situado acima da Lagoa Aerada I.
O referido fato ocorreu devido à fuga de partículas do solo pelo revestimento, em concreto, do talude da lagoa.
Objetivando a estabilização definitiva taludes e garantia da obra, o Departamento de Projetos da Cocamar optou pela especificação, em projeto, do geotêxtil Bidim como elemento filtrante do revestimento no caso das lagoas a serem construídas na fábrica de seda, complexo II.
Conforme as recomendações de especificação descritas no manual com informações técnico-comerciais da atividade Bidim, optou-se pela utilização do geotêxtil Bidim RT-10 devido à obra apresentar condições de pequena solicitação mecânica.
INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Executadas as etapas de terraplenagem das lagoas, definem-se as fases subsequentes:
1ª fase
Regularização taludes, conforme a inclinação estabelecida no projeto (1:1).
2ª fase
Cravamento das estacas destinadas a fixação do ripamento.
3ª fase
Instalação do ripamento, ripas de 2,5 x 5,0 cm, respeitando o espaçamento de 2,5 m. Tal estrutura define as formas de concretagem.
4ª fase
Aplicação do geotêxtil Bidim, acomodando-o adequadamente sobre o ripamento e material do talude. O referido procedimento melhora o contato entre os materiais, evitando o surgimento de esforços de puncionamento e estouro. A manta foi ancorada na parte superior das lagoas. Recobrimento mínimo entre as mantas é de 20 cm.
5ª fase Execução da concretagem.
VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim quando aplicado como filtro, entre o solo e o concreto, substitui camadas granulométricas de transição e facilita o processo de concretagem. A facilidade de aplicação do material favorece a obra diminuindo o tempo de execução e o custo da mão de obra.
Avaliando o desempenho das lagoas, observou-se estabilidade e funcionabilidade da obra.
AGRADECIMENTOS
Cocamar Cooperativa de Cafeicultores e agropecuaristas de Maringá Ltda. Departamento de projetos e obras Eng. Adjair Ribeiro Coelho.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Vista geral das lagoas, verificando-se a conclusão da fase de terraplenagem.
Execução da estrutura de ripamento nos taludes.
Fase inicial da instalação do geotêxtil Bidim sobre o ripamento nos taludes.
Detalhe da concretagem do revestimento sobre o geotêxtil Bidim.
Vista geral das lagoas, verificando-se fase final da execução do revestimento taludes.
Obra concluída, sistema de lagoas em fase de operação.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim, como filtro nas paredes e fundo do canal do Guarulhos de seção trapezoidal em concreto, trabalhando com revestimento de talude. Esta obra faz parte do programa do Projeto Nassau que tem como finalidade a execução de 7 grandes canais de extrema importância para o sistema de Macro Drenagem da cidade do Recife.
O PROBLEMA
implementar um sistema eficiente de filtração nas paredes e fundo do canal, servindo também como revestimento de taludes.
A SOLUÇÃO
O Geotêxtil Bidim RT-16 foi utilizado como elemento principal para o sistema de filtração dos taludes do Projeto Nassau.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: Dezembro de 1992
LOCALIZAÇÃO:Recife
CLIENTE:Consultora Proec Ltda
TIPO DE OBRA:Canal
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtração
QUANTIDADE UTILIZADA: 2.382 m geotêxtil Bidim RT-16
DESCRIÇÃO DA OBRA
Esta obra faz parte do programa do Projeto Nassau que tem como finalidade a execução de 7 grandes canais de extrema importância para o sistema de Macro Drenagem da cidade do Recife.
O canal do Guarulhos nasce na rua Coronel Lamenha pelo acoplamento de galerias, atravessa as ruas Padre Diogo Rodrigues, Manoel Salvador, Avenida Central, ruas Major Felipe, Bragança, Leandro Barreto, Aníbal
Portela, Avenida Paulo e rua João Carneiro, formando o rio Jiquiá após atravessar a Avenida Recife. Para efeito de projetos foi dividido em 3 trechos:
Trecho 1: Alvenaria de pedra rua Coronel Lamenha/rua Manoel Salvador 288 m.
Trecho 2: Trapezoidal em concreto Avenida Central/Canal de Areia 574 m.
Trecho 3: Retangular em concreto Canal de areias/Avenida Recife 1.520 m.
O presente trabalho refere-se ao trecho trapezoidal em concreto, pois os demais não foram iniciar.
ASPECTOS CONTRUTIVOS
O canal foi construído de jusante para montante em trechos de 100 metros em média, sendo o primeiro trecho atacado isoladamente.
O barramento do canal foi executado com ensecadeira de solo, sendo a água desviada por valetas laterais.
Escavação do leito do canal, sendo todo material escavado removido.
Regularização e conformação da calha do canal de acordo com o projeto, sendo posteriormente executada camada com material selecionado de jazida (espessura = 0,20 m) e camada final de areia (espessura = 0,05 m) para assentamento das placas de concreto pré-moldadas.
Instalação do geotêxtil Bidim RT-16 em toda a extensão das juntas das placas de concreto em faixas de 0,20m de largura. Instalação no fundo e paredes de peça de geotêxtil Bidim RT-16 (0,20 x 0,20 m) entre a pedra britada e os barbacãs (drenos “localiza”).
Assentamento das placas de concreto pré-moldadas.
DRENOS E BARBACÃS
Nas lajes de fundo e paredes laterais em toda extensão do canal, deverão ser construí drenos e barbacãs, com a finalidade de evitar a erosão e carreamento do solo diretamente em contato com a estrutura, além disso, estes elementos deverão também absorver qualquer elevação do nível freático, que, não controlado provocaria solicitações mecânicas indesejáveis a estrutura.
O geotêxtil Bidim foi instalado entre o barbacã (Ø 10 cm) e a pedra britada do dreno “localizado”, com o objetivo de impedir a fuga de partículas do solo/areia.
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim RT-16, que estava especificado no projeto, desempenha função de Filtração, pois instalado sob as juntas das placas de concreto ou na interface barbacã-pedra britada; evita a passagem e perda de finos do solo/areia, ao mesmo tempo em que permite a livre passagem das águas, evitando a desestabilização das margens e erosões que poderiam danificar todo o revestimento do canal.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Escavação da calha do canal.
Calha do canal preparado para aplicação do geotêxtil Bidim e assentamento das placas de concreto.
Detalhe da aplicação do geotêxtil Bidim nas paredes do canal
Detalhe da aplicação do geotêxtil Bidim no fundo do canal (Drenos localiza).
Aplicação da placa pré-moldada no fundo do canal.
Aplicação da placa pré-moldada na parecer do canal.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
A obra localiza-se no município de Campo Grande/MS, entre as ruas Francisco Bento e Ceará, e o geotêxtil Bidim foi utilizado como elemento de filtração na construção do muro de arrimo em gabiões, para a canalização do córrego do Prosa. Trata-se de um muro de arrimo em gabiões, para contenção de aterro de uma futura via expressa as suas margens. A canalização foi feita para urbanização do Vale do Prosa e para diminuir o impacto das enchentes frequentes nesta região, evitando a erosão taludes.
O PROBLEMA
Implementar um sistema eficiente para a filtração na construção do muro de arrimo em gabiões da Canalização e urbanização do córrego Prosa.
A SOLUÇÃO
A manta geotêxtil Bidim RT-16 foi utilizado como elemento principal em virtude das suas características de filtração.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: Novembro de 1992
LOCALIZAÇÃO:Município de Campo Grande/MS
CLIENTE:Prefeitura Municipal de Campo Grande.
TIPO DE OBRA:Muro de Arrimo
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Elemento de filtração
QUANTIDADE UTILIZADA: 7.138 m² de geotêxtil Bidim RT-16.
PROCESSO CONSTRUTIVO
O canal foi escavado de jusante para montante, entre as ruas Francisco Bento e Ceará, mantendo-se a declividade do projeto para que não haja erosão no leito do canal.
Nas áreas onde o canal original do córrego confundia-se com o canal retificado, foram executadas ensecadeiras de terra, para que se pudesse executar o muro em gabião.
A fundação do muro de gabião era executada conforme as condições do terreno, podendo ser apenas uma regularização, ou troca de solo por pedra-de-mão e argila arenosa.
Anterior ao preenchimento do gabião com pedra foram construí gabaritos de madeira, evitando dessa forma que os gabiões sofressem estufamento da tela.
Para que a estrutura do muro de gabião tenha boa drenabilidade, foi instalado em seu tardoz, o geotêxtil Bidim RT-16.
Dessa forma o conjunto drenante gabião/geotêxtil Bidim, permite rápida retirada de eventuais águas freáticas e de infiltração do aterro.
Como consequência evita-se o acréscimo de empuxos e perda de resistência ao cisalhamento do solo devido a presença de água, garantindo a estabilidade do muro de arrimo.
A construção em gabiões, foi devido ao mesmo se constituir em estruturas armadas, flexíveis, drenantes e de grande durabilidade, apresentando ainda inúmeras vantagens sobre outros processos construtivos tais como: rapidez de execução e maior economia, possibilitando a drenagem de água subterrâneas e de infiltração.
As seções transversais de diferentes trechos do canal estão demonstradas nos desenhos esquemáticos da Figuras 1.
Figura 1 Desenho esquemático das seções transversais em diferentes trechos do canal
VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim RT-16 colaborou a execução do canal do Prosa, desempenhando função de filtração e proporcionando a estabilização do solo circunvizinho.
Evitando assim que partículas de solo do aterro sejam carreadas entre os vazios das pedras do gabião, pelas forças de percolação das águas subterrâneas e de infiltração, colmatando o. Evitando que as perdas dessas partículas finas provoquem a desestabilização do solo circunvizinho, recalques e afundamentos.
AGRADECIMENTOS
Nossos sinceros agradecimentos ao Eng. da Silva Brito Junior CBPO e ao Eng. Ricardo Schettini Figueiredo, responsável pelos estu e projetos.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Gabarito de madeira para evitar estufamento do gabião, durante a etapa de lançamento das pedras de mão.
Muro de arrimo revestido com geotêxtil Bidim, pronto para receber o reaterro lateral.
Vista geral do muro de arrimo em gabião, em construção.
Muro de arrimo com reaterro lateral concluído.
Vista geral do gabião revestido com geotêxtil Bidim, margem direita
Geotêxtil Bidim RT-16 instalado sobre o muro de gabião.
Gabião, geotêxtil Bidim e reaterro, margem esquerda.
Muro de arrimo em gabião, revestido com geotêxtil Bidim RT-16, aguardando a colocação do tubo armado, para canalização do córrego.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim no sistema de drenagem do canal principal de Pátio do Porto de Sepetiba, no município de Itaguaí, à aproximadamente 95 km da cidade do Rio de Janeiro.
A obra é composta por um canal de aproximadamente 2 km, que circunda o Pátio de Carvão. Seu principal objetivo é promover uma rápida drenagem do local, evitando e/ou reduzindo a umidade no carvão estocado, além de permitir o rápido retorno ao trabalho, uma vez que a água não mais se acumulará no local de movimentação das máquinas e operários.
O PROBLEMA
Implementar um sistema de drenagem eficiente que supra todas as necessidades do canal principal do Pátio do Porto de Sepetiba.
A SOLUÇÃO
Foi utilizado o Geotêxtil Bidim RT-10 como elemento principal para a drenagem da obra.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: JULHO 1992
LOCALIZAÇÃO:Itaguaí/RJ
CLIENTE:Civilport Engenharia Ltda
TIPO DE OBRA:Pátio de Carvão
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtração
QUANTIDADE UTILIZADA: 2.580 m² de Geotêxtil Bidim RT-10
DESCRIÇÃO DA OBRA
O referido projeto, localiza-se ao sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Itaguaí, a aproximadamente 95 km de distância da capital do estado, com entrada no km da RJ-99 (BR-465, antiga Rio Paulo).
Este projeto faz parte do programa de modernização e restauração portos brasileiros, sendo sua implantação a cargo da companhia Docas do Rio de Janeiro.
O projeto e a construção do canal principal estiveram sob a responsabilidade da Civilport Engenharia Ltda, vencedora da licitação. Este canal quando concluído, proporcionará um rápido escoamento da água depositada sobre o pátio de armazenamento de carvão do porto de Sepetiba.
Quando na ocasião da licitação, fomos consultar sobre o preço e demais condições de fornecimento do geotêxtil Bidim do tipo RT-10, sendo o projetista conhecedor das propriedades dele. O projeto básico foi feito, e neste estava especificado o uso do geotêxtil Bidim RT-10.
O desenho esquemático da Figura 1 apresentação a seção transversal do canal.
Figura 1 Detalhe geral da seção transversal do canal
A obra teve início em dezembro de 1991 e seu término previsto para maio de 1992. O consumo total de geotêxtil Bidim RT-10 foi de 2.580 m², desempenhando função de filtração.
O projeto consiste em um canal em concreto armado de seção transversal trapezoidal com células individuais espaçadas de 2,5 m numa extensão total de 2 km, devido justamente ao comprimento do canal ser muito longo e a constante variação de temperatura da região houve a necessidade de se adotar juntas de concretagem- dilatação, para evitar o aparecimento de trincas, conforme mostrado no desenho esquemático da Figura 2. O material utilizado nas juntas foi o isopor.
Figura 2 Vista em perspectiva da seção do canal, mostrando os drenos de PVC 3” e juntas de concretagem.
A importância do canal é que no local havia uma “vala”, de captação das águas pluviais. Contudo com o decorrer anos os finos libera pelo carvão foram se depositando gradativamente no seu interior, ocasionando a redução da seção transversal, comprometendo a função da obra, por isto a solução foi se revestir o canal em concreto armado, garantindo assim sua durabilidade.
FUNÇÕES DO GEOTÊXTIL BIDIM
No local da obra, quando chove, o nível do lençol freático sobe sensivelmente. Desta forma houve necessidade de se executar sob o revestimento em concreto um sistema drenante para propiciar o rebaixamento do nível d’água e eliminar eventuais subpressões hidrostáticas que poderiam levantar e danificar todo o revestimento do canal.
Como o colchão de brita executado para regularização da seção do canal não poderia desempenhar corretamente uma função de drenagem ao longo do tempo, por não possuir um filtro, executou-se um dreno transversal em cada célula, composto pelo geotêxtil Bidim RT-10 e pedra britada, tendo como elemento de descarga tubos de PVC 3”.
Nesta aplicação, o geotêxtil Bidim desempenha a função FILTRAÇÃO, retendo as partículas do solo que poderiam colmatar o sistema drenante, ao mesmo tempo em que permite a livre passagem da água.
INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Após limpeza e nivelamento da seção da “vala” a construção do revestimento do canal obedeceu à seguinte sequência:
Locação topográfica do eixo, nível e seção transversal do canal;
Locação das juntas de concretagem;
Regularização da seção com um colchão de brita;
Instalação do geotêxtil Bidim, contendo em seu interior brita, compondo o dreno alívio de sub-pressão;
Instalação da malha (armadura);
Confecção barbacãs de tubo de PVC 3” com comprimentos de 0,25cm;
Introdução no colchão drenante de dois barbacãs;
Concretagem e nivelamento da seção transversal do canal, nas formas intercaladas;
Procedimento semelhante para as outras formas;
Corte das extremidades barbacãs alinhando com as paredes internas do canal.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Detalhe da “vala” existente no local antes da execução do canal. Nota-se o acúmulo de materiais finos desprendi pelo carvão.
Fase inicial de limpeza, regularização, nivelamento e marcação do eixo do canal.
Lançamento e nivelamento do colchão drenante, executado em brita.
Detalhe do conjunto: Colchão de brita, envolvido pelo geotêxtil Bidim RT-10, Barbacãs, armadura.
Início da concretagem da forma.
Início do nivelamento da superfície interna do canal.
Nivelamento do canal. Nota-se em destaque o sistema de construção intercalado.
Execução das seções intercaladas e instalação da junta de dilatação (isopor).
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim como filtro em colchão drenante do campo de futebol do Esporte Clube Banespa. O clube situa-se na cidade de Paulo e devido à falta de local para estacionamento optou-se por um maior aproveitamento de espaço, utilizando a laje de cobertura do estacionamento como base para o campo de futebol.
O PROBLEMA
Implementar um sistema eficiente de drenagem que substituísse o filtro tradicional de areia e brita.
A SOLUÇÃO
O geotêxtil Bidim foi utilizado como elemento principal para novo sistema de drenagem da obra do Esporte Clube Banespa.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: Junho de 1992.
LOCALIZAÇÃO:Esporte Clube Banespa Avenida Santo Amaro n.º 5.355 Paulo
CLIENTE:Shima Engenharia e Projetos de Eletricidade S/C Ltda.
TIPO DE OBRA:Área Esportiva
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtração
QUANTIDADE UTILIZADA: 10.426 m² Geotêxtil Bidim RT-10
DESCRIÇÃO DA OBRA
A obra teve início em 27/02/1991 com prazo inicial de entrega de 370 dias.
O projeto prevê 500 vagas de estacionamento e uma arquibancada para aproximadamente 500 pessoas.
Previa-se, a princípio, o uso de blocos de concreto (atuando como elemento drenante) sobre a laje impermeabilizada, uma camada de Bidim RT-16 atuando como elemento filtrante e finalmente a terra vegetal com as placas de grama.
Para o campo de futebol Society, também foi prevista a colocação de blocos de concreto, geotêxtil Bidim e uma camada de aproximadamente 30 cm de areia.
Devido à alta carga provocada pelos blocos, a sua dimensão e sua demorada instalação, optou-se pelo uso de um estrado plástico para atuar como meio drenante.
Através da análise da natureza solos utiliza nos campos (argila no gramado e areia no campo Society) e esforços mecânicos desenvolvi durante as fases construtiva e operacional campos (tração, rasgo e puncionamento) decidiu-se utilizar o geotêxtil Bidim RT-10, que satisfaz plenamente as exigências de filtração e drenagem da obra.
Com o objetivo de se obter um conjunto drenante mais eficiente adotou-se, sob o colchão (estrado + geotêxtil
Bidim) um sistema de canaletas dispostas conforme a Figura 1 e ainda a instalação de “rocamboles” de geotêxtil Bidim RT-10 dispostos em malha horizontal de 2 m x 3 m.
A área do campo gramado é de aproximadamente 4.320 m² e do campo de futebol Society é de 1.250 m², com
Figura 1 Planta descritiva do posicionamento campos de grama e areia e do sistema de captação de água.
APLICAÇÃO DOS MATERIAIS
A aplicação material foi executada da seguinte maneira, conforme Figuras 2 e 3.
Execução da laje de concreto armado;
Impermeabilização com manta Torodin 4PP;
Proteção mecânica da impermeabilização em argamassa de areia e cimento Portland;
Instalação de estrado plástico, Plastigrup, encaixa entre si. No alinhamento das canaletas foram colocados perfis tipo U de alumínio para evitar deformações nestes pontos, pois os estra ficam sem apoio e poderiam vir a quebrar devido aos esforços.
Instalação do geotêxtil Bidim RT-10 sobre o estrado com sobre posição de 20 cm em toda a área;
Distribuição e compactação do solo com rolo compactador manual, para posterior instalação
“rocamboles” dispostos em malha de 2 m x 3 m.
Instalação da grama e demarcação do campo.
No campo de futebol Society, a areia é espalhada diretamente sobre o geotêxtil Bidim RT-10, sem necessidade de “rocamboles”.
Figura 2 Detalhe da seção-tipo, onde se pode observar o sistema drenante, impermeabilização e captação de água adotada no campo gramado.
Figura 3 Seção tipo, mostrando o detalhe da impermeabilização e captação de água nas laterais campos.
VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O uso do geotêxtil Bidim proporcionou uma economia na obra, não só de materiais que seriam usa como filtros (areia e pedra), mas também na execução, pois a sua instalação é rápida e fácil, garantindo o cumprimento do cronograma da obra.
Se compararmos a carga proporcionada por um filtro tradicional, ou seja, areia (10 cm), pedra (10 cm) e bloco (7,5 cm), esta será de 0 a 200 kg/m², enquanto que de um filtro com geotêxtil Bidim e estrado plástico pesará aproximadamente 1,5 kg/m², isto sem levarmos em consideração o manuseio e instalação dois méto e ainda o custo de mão de obra.
O custo do dreno, apenas em material, é de 5 a 9 vezes menor com utilização de geotêxtil Bidim comparado ao custo do sistema executado com areia e pedra.
FUNÇÕES DO GEOTÊXTIL BIDIM
Nesta obra, o geotêxtil Bidim RT-10, desempenha as seguintes funções nos campos de futebol:
Campo de futebol gramado
FILTRAÇÃO: A alta permeabilidade do geotêxtil Bidim permite uma rápida percolação da água da superfície do solo até a camada drenante (estrado) e calhas de captação, além de conter, de maneira eficaz, os grãos constituintes do solo.
DRENAGEM PLANAR: Através de uma malha de drenos verticais “rocamboles” acopla ao meio drenante, aumentou-se a velocidade da infiltração da água, adequando-se a eficiência do sistema a necessidade de projeto.
Campo de futebol Society (em areia)
FILTRAÇÃO: A elevada permeabilidade do geotêxtil Bidim permite uma rápida percolação da água da superfície da areia até a camada drenante (estrado) e calhas de captação; devido sua alta capacidade de retenção, impede a fuga grãos de areia para dentro estra e calhas, assegurando o desempenho do sistema de drenagem ao longo do tempo.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos as colaborações das empresas:
Línea Construções e Empreendimentos Ltda., à Eng. Silvia R. Minami, Gerente da obra; Shima Engenharia e Projetos de Eletricidade S/C Ltda, ao Projetista Luiz Henrique, e; Esporte Clube Banespa, ao Sr. Renato Rodrigues, Gerente de Patrimônio.
Sem as quais não teria sido possível a elaboração deste trabalho.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Detalhe da calha de captação de água, laje impermeabilizada e protegida com os estra interliga por perfis de alumínio.
Laje impermeabilizada e sua respectiva proteção, o posicionamento estra como meio drenante e o geotêxtil Bidim RT-10 estendido sobre ele.
Início do lançamento do solo vegetal sobre o geotêxtil Bidim.
Compactação do solo e distribuição da malha de “rocamboles”.
Detalhe do acabamento lateral e instalação das placas de grama.
Vista do campo de terra já gramado e início da construção do campo de futebol Society com ela sequência da execução.
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim (nãotecido agulhado, 100% poliéster, filamentos contínuos) como filtro no colchão drenante e camada separadora em uma quadra de tênis do Grande Hotel Canela.
O PROBLEMA
Implementar um sistema eficiente de drenagem para substituir o antigo filtro tradicional de cascalho de tijolos.
A SOLUÇÃO
A utilização do geotêxtil Bidim RT-10 como elemento principal no sistema de filtração da obra.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO:Abril de 1992
LOCALIZAÇÃO: Grande Hotel Canela, município de Canela
CLIENTE: Grande Hotel Canela
TIPO DE OBRA: Área Esportiva
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtração e Separação
QUANTIDADE UTILIZADA:645 m² Bidim RT-10
APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim foi indicado pelo proprietário do Hotel, que estava preocupado com dois pontos em relação à quadra de tênis, sendo eles:
Execução de um filtro tradicional em quadra de tênis;
Eficiência da drenagem na quadra de tênis de saibro.
A execução de um filtro tradicional na quadra traria problemas quanto ao dimensionamento das várias camadas que compõe o filtro e a uma execução mais trabalhosa. A preocupação também era da contaminação do saibro na camada drenante (brita).
A drenagem também foi um ponto que pesou para escolha do geotêxtil Bidim, pois em quadras com piso de saibro não é permitido o acúmulo de poças d’água, o esforço mecânico pés do tenista em uma quadra de saibro molhada provocaria desgastes no piso.
Os desenhos esquemáticos da Figura 1 e 2 apresentam o escoamento superficial da quadra de tênis e sistema de drenagem sob o piso dela.
Figura 1 Desenho esquemático do escoamento superficial da quadra de tênis (sem escala).Figura 2 Desenho esquemático do sistema de drenagem sob o piso da quadra de tênis (sem escala)
Junto à parte inferior da camada drenante deve-se instalar tubos para a saída da água que se infiltrou pela superfície. A trincheira de drenagem superficial pode receber e conduzir essas águas.
FUNÇÕES DO GEOTÊXTIL BIDIM
duas as principais funções do geotêxtil Bidim nesta aplicação:
FILTRAÇÃO: Devido a sua textura e elevada permeabilidade, o geotêxtil Bidim retém partículas finas do solo (saibro) e permite o livre fluxo das águas, permitindo assim uma infiltração eficiente de parte das águas de chuva (outra parte se escoa superficialmente), possibilitando uma rápida drenagem da quadra ao mesmo tempo que impede a colmatação do meio drenante, garantindo assim a eficácia e a vida útil do sistema.
SEPARAÇÃO: Instalado entre o meio drenante e a camada final de saibro, o geotêxtil Bidim impede a mistura desses dois materiais, mantendo assim as características e funcionabilidade de cada um deles, evitando que ocorra o inconveniente da interpenetração dois materiais (pedra e saibro) e aparecimento na superfície das “pontas” agrega, muito comuns em sistemas drenantes de quadras com transição granulométrica, e que provocam dificuldades para o jogo, necessitando de constantes reposições de saibro, além da ineficácia do sistema drenante.
INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
1ª fase:
Delimitação da quadra de tênis através de uma mureta de pedra de basalto.
2ª fase:
Limpeza do terreno, retirando em alguns lugares solo vegetal (terra preta).
3ª fase:
Execução da trincheira para escoamento da água superficial. Esta trincheira foi feita de alvenaria e a altura dela é igual ao nível da última camada (saibro)
4ª fase:
Lançamento do material drenante (brita 2), após foi passado um rolo compactador para melhor assentamento do material drenante.
5ª fase
Instalação do geotêxtil Bidim sobre o colchão de brita 2 com uma sobreposição de 20 cm entre as mantas, para evitar fuga do material.
6ª fase
Lançamento da camada de areia regular, de espessura de 2 cm, para que o saibro não ficasse em contato direto com o geotêxtil Bidim, servindo como camada de transição.
7ª fase
Lançamento da camada de saibro. O mesmo foi nivelado, pois a quadra apresenta um pequeno caimento do centro para as bordas.
8ª fase
Instalação da tela metálica ao redor da quadra e a fixação da fita branca com as medidas oficiais.
VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Aplicação simples, bastando desenrolar a manta sobre a camada drenante;
União das mantas se dá por sobreposição;
Menor custo final da quadra pela desnecessidade das camadas de transição granulométricas (filtro tradicional);
Rápida e fácil execução da quadra sem precisarmos de mão de obra qualificada;
Excelente capacidade de filtração e drenagem, retendo os finos do saibro, evitando que o mesmo contamine a camada drenante.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Limpeza e remoção do solo vegetal do terreno da quadra de tênis.
Detalhe da trincheira para escoamento superficial. A largura da trincheira é igual ao diâmetro da bola de tênis.
Podemos observar a trincheira superficial ao longo da quadra e mureta de pedra de basalto que delimita a quadra.
Vista parcial da quadra com a camada drenante (brita 2) prestes a ser espalhada.
Instalação do geotêxtil Bidim (brita 2), tomando-se cuidado da sobreposição mínima de 20 cm.
Vista parcial geotêxtil Bidim RT-10 instalado. Observa-se também o lançamento da camada areia regular, mais ou menos 2 cm de espessura, para que o saibro não fique em contato com o geotêxtil Bidim.
Instalação da camada de saibro sobre a camada de areia regular.
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim (nãotecido agulhado, filamentos contínuos, 100% poliéster) como envoltório, no sistema de drenagem agrícola para eliminar a salinização do solo, causada, por problemas de déficit hídrico e excesso de água de chuvas, nos projetos Maniçoba e Curaçá da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Francisco).
As áreas de irrigação estão situadas numa região semiárida, onde os índices de evaporação da água são eleva. Em contato com os elementos minerais encontra no solo, a água forma uma solução que ao evaporar-se causam a salinização, e consequentemente, uma elevada perda da produção, podendo inclusive desertificar a região.
O PROBLEMA
Salinização do solo, causada, por problemas de déficit hídrico e excesso de água de chuvas
A SOLUÇÃO
A utilização do Bidim RT-10 como elemento principal do sistema de drenagem.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO:julho de 1991
LOCALIZAÇÃO: Juazeiro/BA
CLIENTE: Codevasf
TIPO DE OBRA:Sistema de drenagem agrícola
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtração
QUANTIDADE UTILIZADA: 3.096 kg Bidim RT-10
PERÍMETROS IRRIGADOS MANIÇOBA E CURAÇA
Localização
Os perímetros estão situa a margem direita do rio Francisco, no município de Juazeiro/BA, a 600 km de Salvador, ao norte do estado; estando sua coordenação sob a responsabilidade de Codesvaf.
Figura 1 (a) Localização e, (b) planta de situação projetos Maniçoba e Curaçá.
Estrutura existente
O sistema de irrigação predominante é o de gravidade, através de valas de infiltração. Além deste sistema, encontram-se também conjuntos de aspersão convencional, pivô central e gotejamento.
A ocupação perímetros, são distribuí na seguinte forma:
Colonos: 500, com parcelas médias de 7,5 ha.
Pequenas e médias empresas: 50, com parcelas médias de 26 ha.
Grandes empresas: 17, ocupando um total de 2.780 ha.
Área irrigável, total ocupado em ambos os perímetros: 8.753 ha.
DADOS TÉCNICOS
Dos projetos de Irrigação
50 conjuntos de eletrobombas;
360 km de estradas vicinais e 244 km de estradas de serviço;
392 km de drenos coletores e subcoletores;
313 km de canais revesti em concreto simples; – 5,5 m³/s de vazão das estações principais.
Produtividade (produtividade média ton/ha)
Tomate: 35
Melancia: 25
Uva: 16 – Feijão: – Melão:
Cebola: 20
Da drenagem agrícola
Contratante: Codevasf
Área inicial drenada: 100 ha
Tubos perfura Ø 3”: 4.300m
Tubos perfura Ø 4”: 3.200
SALINIDADE DO SOLO
O processo de salinização do solo está ligado às condições climáticas da região e seus índices pluviométricos.
A salinização ocorre, geralmente, em solos situa em regiões de baixa precipitação pluvial, com déficit hídrico elevado e que tenham deficiências naturais de drenagem interna.
Déficit hídrico é a relação entre a soma das precipitações e sua evaporação potencial. Assim sendo, quanto menor for a soma das precipitações médias anuais de uma região, maior é a possibilidade de salinização de seus solos quando irriga, tendo em vista que o déficit hídrico é maior.
Outros aspectos que contribui para acelerar a salinização, é a baixa espessura da camada impermeável do solo em relação à camada orgânica (faixa de solo de onde as raízes cultivadas retiram seus nutrientes). Quando estas faixas de solo são muito pequenas, rapidamente se saturam com excedente de água, facilitando o processo de salinização.
Este processo ocorre quando águas de chuva ou irrigação, ao penetrar no solo, solubilizam e arrastam consigo substâncias minerais como cálcio, magnésio, sódio, potássio e outras, transformando-se em uma solução que, ao evaporar-se, ficam retidas no solo na forma de sais, prejudicando o desenvolvimento das culturas.
A salinidade afeta as culturas de duas maneiras:
Pelo aumento do potencial osmótico do solo, quanto mais salino for um solo, maior será a energia gasta pela planta para absorver água e, com ela, os demais nutrientes. Em níveis extremos de salinização, os solos tornam-se estéreis.
Pela toxicidade de determina elementos, principalmente o sódio, o boro, bicarbonatos e cloretos, que em concentrações elevadas causam distúrbios orgânicos nas plantas.
DESSANILIZAÇÃO DO SOLO
Projetos de irrigação em geral, são implanta em regiões climáticas com baixo índice de precipitações, alto déficit hídrico e provavelmente terá uma grande deficiência na drenagem subterrânea.
Por isso, sempre será importante prever a instalação de sistemas drenantes, que propiciem a percolação de parte das águas de chuva ou excedentes de irrigação, evitando sua evaporação e consequentemente a salinização do solo.
No caso de áreas já salinizadas, a instalação drenos profunda fará com que haja uma lavagem do solo pelo carreamento do sal através da percolação da água e assim, recuperar suas características.
É importante salientar que, a finalidade deste sistema drenante, é possibilitar o escoamento do excesso de água não aproveitado pelos vegetais cultiva, ao contrário de outros sistemas mais complexos e dispendiosos de drenagem, onde normalmente, prevê-se o maior esgotamento de água possível. Por isso, os drenos agrícolas são dimensiona de forma simplificada e mais econômica, utilizando um tubo perfurado envolto por um geotêxtil, que evita carreamento de finos para seu interior, mantendo seu perfeito funcionamento.
GEOTÊXTIL BIDIM NA OBRA
Devido à perda crescente da produtividade nos perímetros irriga, vem se criando uma conscientização quanto à importância da drenagem agrícola subterrânea.
inúmeras as vantagens destes drenos sobre os sistemas convencionais, como têm sido demonstradas nesta experiência desenvolvida pela Codevasf e descritas a seguir:
Valas abertas: este tipo de drenagem utiliza em média, uma faixa de terra em sua volta muito grande aumentando em 20% as perdas de solo que não poderá ser cultivado;
Custo de implantação das valas: maior, pois exige equipamentos de escavação mais caros e tempo de execução maior;
Limpeza: as valas abertas exigem, no mínimo, uma limpeza a cada seis meses. Quando esta limpeza não é feita, as valas ficam prejudicadas devido ao acúmulo de mato e outras sujeiras, que represam a água, e em consequência criam focos de mosquito e outros insetos, prejudicial para a lavoura e aos agricultores;
Mecanização: melhora a mecanização devido ao aproveitamento das áreas, evitando que elas deem voltas muito grandes em faixas menores de trabalho, diminuindo as perdas com esquinas e com desgastes do próprio equipamento;
Perda da produção: quando a área já está cultivada, a instalação drenos subterrâneos não prejudica a cultura, pois a faixa utilizada para sua implantação é equivalente a de um trator de pequeno porte, já previsto em qualquer cultura mecanizada;
Economia: como o custo de implantação da drenagem agrícola é elevado, devido as proporções projetos que ocupam grandes áreas, é fundamental obter-se um sistema o mais barato possível, sem prejuízo da funcionalidade. Neste aspecto, os drenos agrícolas executam com geotêxtil Bidim e tubos perfura têm mostrado a solução mais econômica devido à baixa relação custo/benefício;
Custo de implantação: fica reduzido com a possibilidade de mecanização da instalação drenos. Além disso, devido às características materiais utiliza, plásticos e materiais leves, facilitam o transporte e diminuem de forma significativa as perdas por quebra, o que não ocorre, por exemplo, com as manilhas de cerâmica.
APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Ao longo de décadas vem se testando drenos profunda para agricultura com diversos tipos de materiais como: bambu, palha de coco, juta, telhas, tijolos, manilhas de barro, e brita, dentre outros. Entretanto, estes materiais têm demonstrado ineficiência, por serem antieconômicos, ou por não apresentam resulta satisfatórios.
Com a evolução das indústrias químicas e surgimento de novos polímeros, passou-se a utilizar produtos mais modernos, com maior eficiência e menor custo de aquisição e implantação.
Com o surgimento tubos perfura em PVC, polietileno ou polipropileno, além da redução no custo, constatou-se que estes materiais são mais fáceis de transportar, instalar e apresentam maior resistência à deformação e ataques químicos.
Pesquisando o comportamento de um dreno profundo, composto por um tubo perfurado, notou-se que as partículas menores eram carreadas para seu interior, e em pouco tempo ficavam obstruí. Este fato ocorre, principalmente, em solos arenosos finos ou silte-argilosos.
Este fenômeno acontece em consequência do elevado gradiente hidráulico, na interface solo-dreno, surgindo o efeito “piping”, que força o carreamento de partículas do solo para o interior do tubo, causando sua perda através da colmatação.
O aumento do gradiente hidráulico pode ser demonstrado através da fórmula de Darcy, para um fluxo de água em solo saturado e empregando o desenho esquemático da Figura 2, onde:
Q = K.i.A
sendo:
Q = Vazão de descarga;
K = Condutividade hidráulica; i = Gradiente hidráulico;
A = Área de fluxo;
Através da Figura 2 a seguir, teremos:
Figura 2 Desenho esquemático do aumento de gradiente hidráulico.
Como a camada de solo nas imediações do dreno ou envelope é a mesma, tem-se:
K1 = K2 = K
Como a quantidade de água que passa em A1 é a mesma que passa em A2, tem-se então:
Q1 = Q2 = Q
Onde, concluiu-se que:
i1.. A1 = i2 . A2
Se,
A1 = 2 A2
Logo: i1 . 2A2 = i2 . A2
Resultando que:
i2 = 2 . i1
Onde conclui-se que:
O gradiente hidráulico aumenta nas proximidades do tubo, o que reforça a necessidade de utilizar o geotêxtil Bidim como envoltório.
Para eliminar este gradiente hidráulico, aplica-se o geotêxtil Bidim que em função de sua estrutura porosa, aumenta a superfície drenante, melhorando a condição de fluxo da água e, diminui as pressões nos pontos de entrada do tubo.
Figura 3 Desenho esquemático da condição de fluxo de água e pressões de entrada da água no tudo drenante, com e sem utilização do geotêxtil Bidim.
Devido sua porosidade, o geotêxtil Bidim separa o solo em sua volta, criando um pré-filtro natural, facilitando a passagem da água, evitando a penetração de partículas dentro do tudo de drenagem.
Como é composto por filamentos contínuos, 100% poliéster, ele é imputrescível, tem excelente resistência a ataques químicos, permanecendo estável aos agentes de decomposição ao contrário outros envoltórios, principalmente os orgânicos (fibra de coco, juta etc.).
Somando-se a todas estas características, a praticidade de instalação e economia de aquisição, teremos o resultado que vem se notando nesta experiência, quanto à funcionalidade drenos, que estão resolvendo em definitivo o problema de salinização perímetros irriga, bem como de áreas baixas, que não podiam ser cultivadas devido ao seu elevado nível de encharcamento.
EXECUÇÃO DO DRENO
Para facilitar o manuseio, o transporte e a instalação, o geotêxtil Bidim foi fornecido cortado em tiras, com a largura adequada para envolver o perímetro tubos com o devido transpasse.
Após o posicionamento drenos na área, atendendo aos espaçamentos especifica em projeto, as tiras do geotêxtil Bidim são estendidas e os tubos, coloca sobre elas.
Em seguida, uma equipe costura o geotêxtil Bidim com o fio de nylon, envolvendo totalmente o tubo e tomando cuidado para manter o transpasse adequado.
Uma vez estando tudo preparado, o equipamento inicia a escavação e, simultaneamente, já vai posicionando o dreno no seu interior.
Um equipamento de raio laser, que produz um feixe de luz, determinado uma reta paralela perfeita, é utilizado para auxiliar na escavação, indicando a declividade e profundidade correta.
Esta luz é refletida em uma placa de acrílico branco, instalando na parte superior do equipamento. Na medida em que a escavação avança, o operador mantém o posicionamento do equipamento ao longo de toda a extensão, de acordo com o reflexo do raio laser na placa, determinando a declividade e profundidade corretas.
Após a escavação concluída e o dreno devidamente posicionado, a trincheira é fechada, empurrando-se de volta o solo que se encontra acumulado na lateral.
Feito isto, a área estará liberada para o plantio.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Tira de geotêxtil Bidim devidamente posicionada para envelopar o tubo corrugado.
Geotêxtil Bidim sendo preparado para a costura, posicionando corretamente o fechamento do transpasse.
Costura manual do geotêxtil Bidim envelopando o tubo perfurado.
O dreno com o geotêxtil Bidim já costurado, posicionando no local de instalação, aguardando o equipamento de escavação.
Detalhe do equipamento escavando a trincheira, espalhando a terra para as laterais e posicionando o tubo dreno no seu interior.
Vista geral da instalação do dreno, mostrando a praticidade de execução e o pequeno espaço ocupado pelo equipamento na área.
Vista do equipamento escavando a trincheira e instalando o dreno no seu interior. Em destaque, o operador do equipamento posicionando a profundidade de escavação, orientado pelo raio laser refletido na placa de acrílico branco. Nesta imagem, a lança de escavação se encontra menos profunda.
ANEXO
Matéria sobre meio ambiente.
Nesta matéria, o Jornal do Brasil retrata a preocupação técnicos com o processo crescente de desertificação do solo na região nordeste do Brasil.
Como uma das principais causas apontadas pelo professor Valdemar Rodrigues, maior especialista sobre o assunto no Brasil, é a salinização solos nas áreas irrigadas, e defende o desenvolvimento de pesquisa adequada para resolver a questão.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
Este trabalho relata a aplicação do geotêxtil Bidim (nãotecido agulhado, 100% poliéster, filamentos contínuos) na obra de recuperação do maciço no km 4,7 da rodovia MGT 383.
A rodovia MGT 383 é de grande importância para aquela região, liga a cidade de Maria da Fé a Itajubá, sendo responsável pelo escoamento da produção do município de Maria da Fé.
Nesta obra, o geotêxtil Bidim foi instalado na interface aterro/gabiões substituindo as transições granulométricas necessárias à execução de um filtro natural.
O PROBLEMA
Implementar um sistema de substituição do aterro constituído por um em seção plena na rodovia.
A SOLUÇÃO
A utilização da manta Bidim RT-10 como elemento filtrante do sistema de drenagem da rodovia.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: Dezembro de 1991
LOCALIZAÇÃO: Minas Gerais
CLIENTE: Sotebra Terraplenagem e obras S/A
TIPO DE OBRA: Recuperação da Rodovia MGT-383
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: FILTRAÇÃO
QUANTIDADE UTILIZADA: 5.000 m² do Bidim RT-10.
CARACTERÍSTICA DA OBRA
A obra constituiu-se na recuperação do maciço em aterro no km 4,7 da rodovia MGT 383, localizada no sul do estado de Minas Gerais, ligando os municípios de Itajubá e Maria da Fé, distantes aproximadamente quinhentos quilômetros de Belo Horizonte.
A rodovia MGT-383 é o principal acesso a cidade de Maria da Fé, tendo grande importância no escoamento de hortigranjeiros produzi nesta região.
Os estudo e projetos desta obra foram elaborados pela diretoria de projetos do DER-MG, estando envolvi os setores de GPR/Drenagem: DMA/SGL: GPC/Coordenação.
A construção da obra ficou a cargo da Sotebra Terraplenagem e obras S/A em conjunto com a Gabio solo Engenharia e Construções Ltda.
AVALIAÇÃO TÉCNICA DA RUPTURA
De acordo com o laudo realizado pelo Engenharia Sérgio Penido de Oliveira, GPB – DER/MG, o maciço anterior era constituído por um aterro em seção plena com aproximadamente duzentos metros de extensão, altura máxima de vinte metros, localizado em uma região de duas grotas e drenado superficialmente por um bueiro simples tubular de concreto BSTC Ø 1,00 m, locado na estaca 194 + 0,80 m, com uma caixa coletora a montante h = 7,80 m, inclinação de 35º, e em precárias condições de conservação.
O aterro foi sobreposto a um delgado horizonte de solo coluvionar de espessura variável entre um e dois metros, composto de argila marrom escura e preta, grumosa e porosa, com pontuações de matéria orgânica carbonizada e fragmentos de quartzo. Este por sua vez assente sobre um paramento de rocha decomposta com declividade transversal pronunciada e composto de silte arenoso, resultante da decomposição de rocha granítica.
A Figura 2, apresentada abaixo, ilustra este perfil geológico.
Durante a construção do aterro, houve preenchimento da bacia a montante com o material de bota fora do corte em rocha próximo (solos e blocos), dificultando o encaminhamento natural das águas para o bueiro. Somou-se a isso, a superfície irregular das grotas primitivas, que mesmo antes do preenchimento já dificultava o escoamento das águas superficiais, permitindo uma alta porcentagem de infiltração, antes que as águas atingissem o bueiro.
Estas contribuições devem ser somadas as águas aflorantes provenientes das fraturas das rochas do corte próximo, apesar de parte ser captadas pelo antigo colchão drenante do pavimento.
O fenômeno de ruptura ocorreu desde fevereiro de 1981, resultando na ruína total do maciço em mea de 1983. As prospecções não indicaram escalonamento do terreno natural, tampouco presença de dispositivos de drenagem profunda sob a massa de aterro rompida.
Em função destes da, foi concluído que a ruína do maciço foi causada pelos seguintes fatores:
Inadequabilidade do terreno de fundação: houve deslizamento do solo coluvionar sobre a superfície inclinada ocasionado pela sobrecarga do aterro.
Deficiência da drenagem profunda: o preenchimento da grota a montante do aterro alterou o fluxo natural das águas subsuperficiais.
Deficiência da drenagem superficial: o mau posicionamento do bueiro e a deficiência no encaminhamento das águas até ele, causando infiltrações na bacia preenchida e consequentemente no corpo do aterro.
Deficiência no escalonamento do terreno natural e no preparo do terreno de fundação: o projeto original deveria ter previsto a remoção do solo coluvionar e execução de uma drenagem profunda neste local.
PROJETO DE RECUPERAÇÃO DO MACIÇO
Foram realiza quarenta e três furos de sondagem à percussão com o objetivo de delinear o perfil geológico geotécnico do terreno, informar a taxas de resistência diversos horizontes e o comportamento do lençol freático.
Os parâmetros geotécnicos do solo foram fornecer pela DP/DMA-DER/MG nos ensaios de caracterização e resistência mecânica das amostras coletadas em pontos seleciona.
Devido às condições topográficas, o projeto executivo baseou-se fundamentalmente num deslocamento de eixo para montante de aproximadamente trinta metros no segmento crítico e na recuperação parcial do aterro.
Para recuperação do maciço em aterro foi necessário a remoção do material instável. O reaterro apoia-se na superfície que oferece condições satisfatórias de resistências.
MINAS
D´ÁGUA
Figura 3 Locação do eixo da rodovia (sem escala).
ENCOSTA EIXO ANTIGO EIXO NOVO MONTANTE
A nova geometria proporcionou uma economia sensível nos volumes de terraplenagem, reduziu a profundidade de remoção de solo de baixa resistência e consequentemente a altura reaterros.
O volume de reaterro movimentado nesta etapa foi de aproximadamente 31.500 m³ e de remoção 68.000 m³.
Durante a execução da terraplenagem no serviço de remoção do material aluído, o talude de corte foi ranhurado mecanicamente no sentido longitudinal, resultando em patamares ou escadas de dimensões de 1,00 x 1,00 m.
Tal serviço foi realizado com o canto da lâmina do trator de esteiras. O talude resultante proporcionou um acréscimo de atrito nesta interface, possibilitando a adoção de um fator de segurança menor nos cálculos de estabilidade do maciço.
Concluída a escavação foi executado o nivelamento da seção resultante.
Para a contenção do aterro foi executado um muro de gabião conforme detalhado nas pranchas em anexo, com a face interna do muro revestida com o geotêxtil Bidim RT-10 como filtro de transição, impedindo o carreamento de finos.
O projeto prevê as cotas de assentamento do gabião no mínimo, 0,50 m inferior às cotas do piso de escavação, apoiado sobre o solo residual de decomposição granítico.
O talude do aterro acima da contenção em gabiões tem inclinação 1:1, e foi gabaritado em guias espaçadas a cada 10 m.
A cada dois metros de aterro o eixo foi sendo locado e remarcado os offsets.
Apresentamos a seguir o resumo da memória de cálculo de estabilidade do muro de gabião de autoria do Eng. João Batista de Carvalho Mendes.
Figura 4 Seção tipo, croqui sem escala.
DISPOSITIVOS DE DRENAGEM
Internamente ao muro foi executado um colchão drenante de areia grossa na espessura de 0,40 m.
Junto ao pé do talude de escavação, foi executado o dreno coletor, preenchido com brita 2 e tubo perfurado flexível Ø 4”, envoltos pelo geotêxtil Bidim RT-10.
A declividade mínima prevista do dreno, em projeto, foi de 2%, não sendo aceito valores menores (Figura 5).
Figura 5 Seção tipo (sem escala).
Foi executado um filtro vertical de areia com espessura de 0,40 cm na face do talude de escavação. Este foi executado concomitantemente com o aterro.
Também foram previstas em projeto obras de drenagem complementares, porém estas foram definidas no campo pelo engenheiro projetista, tais como:
Dreno de dique a montante do aterro, aproximadamente 300 m.
Mureta de proteção para rocha, aproximadamente 450 m.
Descida d’água em BSTM diâmetro de 0,60 m, aproximadamente 60 m.
Descida d’água de corte em degraus DSC-01, aproximadamente 15 m.
Dreno de talvegue DT, aproximadamente 50 m³.
Saída d’água de aterro simples SDA 01, aproximadamente 3 unidades.
Valetas para proteção do corte revestida em concreto VP-03, aproximadamente 0 m.
Caixa de passagem para descida d’água em BSTM, aproximadamente 4 unidades.
Canaleta de concreto, aproximadamente 150 m.
Dispersor para descida d’água, 2 unidades.
Colchão drenante de brita para o corte em rocha, aproximadamente 50 m³.
MATERIAL PARA RECUPERAÇÃO DO MACIÇO
O aterro foi executado com o material proveniente das seguintes jazidas:
Jazida Km/Estaca Lado Volume (m³) DMT Utilização
J 4 Km 5 + 0,50 d 4.800 200 – 400 m Aterro
J 3 Est. 182 D 8.400 200 – 400 m Aterro
J 2 Km 4 D 20.000 600 – 800 m Aterro
Exigiu-se grau de compactação de 100% do Procter Normal para o corpo do aterro, sendo efetuado controle de compactação a cada 20 cm de espessura.
O material foi controlado periodicamente a cada 1.000 m³ com ensaios de caracterização e resistência mecânica.
Para uma compactação eficiente do 1,00 m externo, exigiu-se a utilização de um trator de esteiras.
FUNÇÕES DO GEOTÊXTIL BIDIM
Nesta aplicação, o geotêxtil Bidim desempenha basicamente a função FILTRAÇÃO.
Instalado na interface aterro/gabiões em substituição aos filtros de agrega naturais, o geotêxtil Bidim permite a livre passagem das águas de infiltração sem deixar que ocorra o carreamento de finos do solo retendo de maneira eficaz as partículas sólidas deste, evitando a perda de resistência do aterro por saturação e a formação de “piping”.
A utilização do geotêxtil Bidim assegura a homogeneidade do filtro em toda sua extensão, garantindo a segurança da obra, além da facilidade de aplicação e transporte, resultando em menor tempo de execução, consequentemente um custo bastante inferior se compararmos ao do filtro de transições granulométricas naturais.
Também utilizaram o geotêxtil Bidim nas obras de drenagem complementares desempenhando a função filtração, possibilitando um rápido escoamento das águas de infiltração e lençol freático.
APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Nesta obra, onde já estava prevista a utilização do geotêxtil Bidim em projeto, foram instala aproximadamente 5.000 m² do Bidim RT-10.
As mantas de geotêxtil Bidim foram dispostas longitudinalmente ao sentido da contenção em gabiões e fixadas nos mesmo com auxílio de arame recozido, sendo as uniões entre mantas, feitas por costura manual, garantindo desta forma a continuidade do geotêxtil.
Caso ocorram rasgos e furos durante a instalação ou manuseio do geotêxtil Bidim, é necessário que se faça a correção destes e para tanto, basta recobrir a porção danificada com um pedaço de geotêxtil Bidim (manhão) com dimensões 30 cm maiores que as do rasgo ou furo.
Para manter o posicionamento do manchão, suas bordas devem ser aderidas ao geotêxtil danificado por colagem ou costura manual (Figura 6).
Para se evitar o excesso de tensões sobre a manta de geotêxtil Bidim, este deve ser instalado de forma que fique “folgado” sobre a superfície, e também crie uma descontinuidade mecânica por sobreposição ou prega.
Nas obras de muros de arrimo de gabiões em degraus, o geotêxtil Bidim é instalado sobre “cantos vivos” requerendo alguns cuida como:
Compactação do material de aterro em uma faixa de aproximadamente 1,00 m, deve ser feita por equipamento manual/portátil evitando desta forma perfurações da manta.
Evitar o excesso de compactação (principalmente por soquetes manuais) nesses “cantos vivos”, e protegê-los com a colocação de uma faixa adicional de Bidim, criando nesses locais uma sobreposição.
A Figura 7 ilustra a instalação do geotêxtil Bidim sobre os cantos vivos muros de contenção em gabiões.
Figura 7 Proteção do geotêxtil Bidim instala nos “cantos vivos”.
O ideal para garantir boas condições de permeabilidade no reaterro compactado de muros de contenção e paramentos verticais em gabião, é utilizar solo arenoso adequado.
Porém na prática, por motivos diversos, utiliza-se solos argilosos impermeáveis, que ao serem compacta energicamente formam nas proximidades do geotêxtil uma zona menos permeável que dificulta o escoamento de água de infiltração/freático retendo-as indesejada mente.
Nesses casos é aconselhável que seja feita nessa zona uma mistura do solo com uma areia qualquer (alguns centímetros) ou executar camada desta areia (alguns centímetros) conforme Figura 8.
Figura 8 Zona permeável.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Detalhe da variante construída à esquerda, sentido Itajubá Maria da Fé, em decorrência da ruptura do talude.
Início da obra de recuperação do maciço, escalonamento do terreno.
Vista geral da obra, aterro, nivelamento e compactação.
Regularização do aterro, este deverá atingir a cota do pavimento antigo, sendo sua inclinação de 1:1 acima do gabião..
Vista geral da contenção, sentido Maria da fé Itajubá.
6 Utilização de fôrmas para execução do gabião.
Aplicação do geotêxtil Bidim logo após serem preenchidas as caixas de gabião. Foi feita costura manual na união das mantas mantendo a hegemonia da manta em toda extensão da contenção.
Geotêxtil Bidim RT 10 instalado no gabião, pronto para receber o aterro.
Compactação do aterro.
Vista parcial da execução e compactação do aterro onde podemos observar as mantas de geotêxtil Bidim já instaladas.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
O presente trabalho relata a implementação do Geotêxtil Bidim RT-10 como parte substancial do sistema misto de drenagem do estádio regional de Paranavaí. O estádio regional de Paranavaí localiza-se no município de Paranavaí, região noroeste do estado do Paraná, e a finalidade básica da obra foi a criação de uma área de esporte destinada a prática do futebol, com as dimensões requeridas para a categoria profissional, bem como um novo centro de eventos para a comunidade local.
O PROBLEMA
Implementar um sistema de drenagem eficiente que supra todas as necessidades prevista na obra.
A SOLUÇÃO
Implementação do Geotêxtil Bidim RT-10 como parte do sistema de drenagem da obra.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO:Novembro de 1991.
LOCALIZAÇÃO: Município de Paranavaí
CLIENTE: Prefeitura Município de Paranavaí/Serpavi Serviço de Pavimentação de Paranavaí
TIPO DE OBRA:Área Esportiva
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Filtro no sistema misto de drenagem
QUANTIDADE UTILIZADA: Aproximadamente .700 m² Geotêxtil Bidim RT-10
Esquemas Gráficos
Disposição do sistema de drenagem subsuperficial (Figura 1).
2- Trincheira Drenante – L = ,0 m – i = 1,5% 3- Trincheira Drenante – L = 24,0 m – i = 1,5% 4 – Rede de galerias de águas pluviais 5 – Canalização subterrânea6 – Túnel de acesso ao gramado – Caixa coletora PL – Poço de ligação Sem Escala PV – Poço de Visita
Figura 01 Localização distributiva das trincheiras drenante e rede de galerias de águas pluviais.
Detalhe de drenagem profunda (Figura 2).
1 – Paredes do túnel de acesso ao gramado 2 – Geotêxtil Bidim 3 – Material Drenante (Brita) 4 – Tubo PVC perfurado sem escala Figura 02 Seção tipo referente às trincheiras drenante instaladas nos túneis de acesso ao gramado.
Detalhe de Drenagem Subsuperficial (Figura 3).
1 – Vegetação (grama) 4 – Material drenante (brita) 2 – Solo vegetal 5 – Pedrisco 3 – Geotêxtil Bidim 6 – Tubo PVC perfurado Figura 03 seção tipo referente às trincheiras e colchão drenante.
UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim constava no projeto e foi especificado pelo Eng. Edilberto Cunha, da Emopol Engenharia e Empreendimentos Ltda, empresa esta, responsável pelo projeto e consultoria da obra.
A escolha pelo geotêxtil Bidim foi devido à necessidade de existir um elemento filtrante que realmente evitasse a colmatação do meio drenante.
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NA OBRA
A principal função do geotêxtil Bidim na obra é separar o solo do meio drenante, atuando como filtro, evitando o carreamento de finos do solo para o interior das trincheiras e colchão, garantindo o escoamento das águas e impedindo a colmatação do sistema.
ESPECIFICAÇÃO DO GEOTÊXTIL
Conforme as recomendações de escolhas descritas no manual técnico, “Geotêxtil Bidim Drenagem de áreas verdes, de esporte e de lazer”, optou-se pela utilização do tipo RT-10 devido a obra apresentar condições de pequena solicitação mecânica.
INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Descrição das fases de execução da obra, observando-se que a área gramada foi executada em duas etapas (duas metades) para conciliar com a construção da arquibancada coberta.
1ª Fase
Regularização e nivelamento da área destinada à implantação do sistema de drenagem
2ª Fase
Locação eixos das trincheiras drenantes na disposição tipo “Espinhas de peixe”, conforme o projeto.
3ª Fase
Abertura e nivelamento das valas respeitando a declividade de 1,5% e largura da base variando de 0,30 e 0,50 m, com as mesmas finalizando nos poços de visitas da rede de galerias.
4ª Fase
Instalação e ancoragem do geotêxtil Bidim nas valas.
5ª Fase
Colocação do material drenante (brita 2) até o topo das valas com tubo de PVC (Ø 15 mm) na base.
6ª Fase
Envelopamento das trincheiras com recobrimento mínimo de 0,30 m e proteção da parte superior das mesmas com pedrisco. Esta proteção da parte superior das mesmas com pedrisco. Esta proteção objetiva evitar a poluição do dreno até a execução do colchão.
7ª Fase
Retirada da proteção das trincheiras e rebatimento das bordas do geotêxtil Bidim para o recebimento do colchão de brita.
8ª Fase
Instalação de uma camada de pedrisco entre as trincheiras e aplicação do colchão drenante (brita nº 2) respeitando a espessura de 0,20 m.
9ª Fase
Instalação do geotêxtil Bidim sobre todo o colchão drenante, com sobreposição mínima de 0,20 m.
10ª Fase Implantação da área gramada.
VANTAGEM NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim quando aplicado como filtro evita o desenvolvimento das camadas de transição granulométricas e trata-se de um material de fácil aplicação, o que favorece a obra na diminuição do custo da mão de obra e tempo de execução.
RESULTADOS OBTIDOS
Avaliadas diversas precipitações pluviométricas que incidiram sobre a área gramada, observou-se o rápido escoamento das águas superficiais, demonstrando o excelente desempenho do sistema de drenagem.
As referidas informações foram fornecidas pelo Serpavi Serviço de Pavimentação de Paranavaí.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Vista geral da área destinada a implantação do sistema de drenagem.
Detalhe da junção de uma trincheira drenante em um poço de visita da rede de galerias. Verifica-se a proteção na parte superior do dreno.
Vista superior da implantação da primeira etapa do sistema.
Detalhe do sistema destacando-se o pedrisco (colocação entre as linhas de trincheiras), o colchão drenante, o geotêxtil Bidim e a camada de solo vegetal.
Vista geral da área gramada em fase de desenvolvimento, verifica-se a implantação do sistema de irrigação.
Revisado JANEIRO 2011- Departamento Técnico Mexichem Bidim Ltda.
RESUMO
Este registro relata a aplicação do geotêxtil Bidim (nãotecido agulhado, 100% poliéster, filamentos contínuos) no sistema de drenagem dos jardins do Praia Belas Shopping Center.
O PROBLEMA
Para a construção dos jardins houve-se a necessidade de um sistema drenante do local.
A SOLUÇÃO
Foi utilizado o Geotêxtil Bidim como elemento primordial para a filtração do jardim da então obra.
DADOS DA OBRA
DATA DE EXECUÇÃO: outubro de 1991.
LOCALIZAÇÃO: Cidade De Porto Alegre – RS
CLIENTE: La Fonte empresa de Shopping Center S/A
TIPO DE OBRA: Shopping Center
FUNÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM: Elemento filtrante
QUANTIDADE UTILIZADA:Geotêxtil – 3.250 m² de Bidim RT-10
INTRODUÇÃO
No projeto original do shopping não estava previsto a utilização do geotêxtil Bidim, o mesmo foi indicado pelo engenheiro Paulo Brazelle da BRR Gerenciamento que já conhecia a eficiência do geotêxtil Bidim nesta aplicação. Abaixo, na Figura 1, se encontra o desenho esquemático utilizado na execução jardins.
Sem escala Figura 1 Desenho esquemático jardins projeta no perímetro do shopping.
O lançamento material nos jardins não apresentou nenhuma dificuldade, devido ao transporte, pois os jardins estavam localiza no pavimento térreo.
O geotêxtil Bidim foi previamente cortado no tamanho exato de cada jardim e depois instalado.
APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
O geotêxtil Bidim, quando utilizado como filtro em sistemas drenantes (colchões e trincheiras) de áreas verdes em substituição aos tradicionais filtros granulares com transição granulométrica, permite a livre passagem de água, retendo de forma eficaz as partículas do solo.
Como todo filtro, o geotêxtil Bidim deve, então, ser suficientemente permeável para permitir o livre fluxo da água para os materiais drenantes, possibilitando o alívio das forças de percolação e sobre pressões hidrostáticas, ao mesmo tempo em que deve ser suficientemente capaz de reter partículas do solo, evitando o carreamento destes.
Para uso de materiais granulométricos como filtro, é necessário um dimensionamento baseado na granulometria do solo de base. Entretanto, a prática no uso geotêxtis tem mostrado que, para nãotecido agulha, pode-se dispensar o uso de dimensionamentos.
Para a escolha de um geotêxtil, deve também levar em conta as solicitações que lhe são impostas durante a sua instalação como a tendência ao puncionamento, estouro, rasgo, tração, etc.
Na prática, para obras de drenagem de áreas verdes tem-se uma redução acentuada da sobrecarga da laje do jardim, e, portanto, nas estruturas de concreto, diminuindo sensivelmente os custos de construção.
INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
1ª fase:
Após impermeabilização da laje do jardim, como a proteção mecânica (cimento e areia), colocou-se a camada de brita 2 (camada drenante).
2ª fase:
Instalou-se em cada jardim mantas de geotêxtil Bidim (previamente cortadas), sobre a brita 2. Tomou-se o cuidado de se deixar um transpasse de 15 cm entre as mantas de geotêxtil Bidim.
3ª fase:
Prolongou-se o geotêxtil Bidim nas extremidades laterais deixando uma aba de no mínimo 10 cm. O segmento vertical pode ser fixado através de fitas colantes, asfalto ou cola.
4ª fase:
Sobre a manta de geotêxtil Bidim foi lançada uma camada, que variou de 10 a 15 cm, de solo vegetal (terra preta) e logo após esta camada se colocou a grama.
VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM
Nas obras de drenagem, o geotêxtil Bidim apresenta excelente capacidade de filtração, facilita o escoamento das águas, mantém a terra fértil dentro níveis ideais de umidade e elimina o problema de entupimento nos drenos.
Além disso, o geotêxtil Bidim também traz uma grande simplificação tanto no projeto, dispensando o trabalhoso cálculo granulométrico do material filtrante, quanto na execução.
Toda esta simplificação, aliada ao fato de que o geotêxtil Bidim nunca apodrece, nem se desmancha, e de que dispensa manutenção e constantes reposições de terra, acaba se traduzindo numa grande economia para toda obra.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Lançamento da camada de brita 2 sobre a laje.
Instalação do geotêxtil Bidim (RT-10), já cortado, sobre a camada de brita nº 2.
União das mantas de geotêxtil Bidim com sobreposição mínia de 15 cm.
Lançamento do solo e grama sobre o geotêxtil Bidim (RT-10).
Aspecto quase final de um jardins no perímetro do shopping.
Detalhe de outro jardim executado no perímetro do shopping.
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