{"id":6175,"date":"2021-08-04T18:55:26","date_gmt":"2021-08-04T21:55:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/?p=6175"},"modified":"2021-08-04T21:02:21","modified_gmt":"2021-08-05T00:02:21","slug":"revisao-das-propriedades-requeridas-para-projeto-utilizando-geotextil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/revisao-das-propriedades-requeridas-para-projeto-utilizando-geotextil\/","title":{"rendered":"REVIS\u00c3O DAS PROPRIEDADES REQUERIDAS PARA PROJETO UTILIZANDO GEOT\u00caXTIL"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Autor:<\/span><\/strong> Departamento T\u00e9cnico &#8211; Atividade Bidim<\/p>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Assunto<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o das propriedades requeridas para projeto utilizando geot\u00eaxtil.<\/p>\n\n\n\n<p>Geossint\u00e9tico<\/p>\n\n\n\n<p>Manta Geot\u00eaxtil<\/p>\n\n\n\n<h4>Descri\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Este artigo explica que a gramatura do geot\u00eaxtil n\u00e3o \u00e9 um par\u00e2metro considerado para projeto, e novas normas e manuais indicam que as propriedades relevantes para projeto s\u00e3o as propriedades mec\u00e2nicas e hidr\u00e1ulicas, dependendo da aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil.<\/p>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Hoje em dia ainda falamos muito em gramatura para definir o tipo de geot\u00eaxtil ao qual estamos indicando em nossos projetos, mas, cabe salientar que a gramatura j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais considerada em nosso cotidiano, sendo esta propriedade f\u00edsica substitu\u00edda pelas propriedades mec\u00e2nicas ou hidr\u00e1ulicas no geot\u00eaxtil indicado.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias recomenda\u00e7\u00f5es para o correto uso do geot\u00eaxtil est\u00e3o ao nosso alcance, podendo citar: a nova Norma<\/p>\n\n\n\n<p>Brasileira de Instala\u00e7\u00e3o em Trincheiras Drenantes (ABNT NBR 15224:2005), o novo Manual de Pavimenta\u00e7\u00e3o do DNIT (2006), o Manual Brasileiro de Geossint\u00e9ticos do Prof. Vertematti (2004) e ainda a revis\u00e3o do Manual de Drenagem do DNIT (2006) e a Tabela de pre\u00e7os do DER e DERSA de Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">NORMA DE TRINCHEIRAS DRENANTES<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A Norma de Trincheiras Drenantes (ABNT NBR 15224:2005), foi elaborada no Comit\u00ea Brasileiro de Constru\u00e7\u00e3o Civil (ABNT\/CB02), pela Comiss\u00e3o de Estudo de Geossint\u00e9ticos (CE-02:153.19), onde participam os principais nomes relaciona a geossint\u00e9ticos no Brasil, podendo citar in\u00fameros professores das melhores institui\u00e7\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta Norma \u00e9 a primeira Norma Brasileira que considera a Resist\u00eancia a Tra\u00e7\u00e3o e a Resist\u00eancia ao Puncionamento como propriedades relevantes para o projeto com a utiliza\u00e7\u00e3o de geot\u00eaxtis. Ela foi publicada em 31\/05\/2006 valendo a partir de 30\/06\/2005, sendo ent\u00e3o uma norma nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Em trincheiras drenantes, o geot\u00eaxtil deve cumprir prioritariamente a fun\u00e7\u00e3o de filtra\u00e7\u00e3o e complementarmente a fun\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para desempenhar a fun\u00e7\u00e3o de filtra\u00e7\u00e3o, o geot\u00eaxtil deve atender as propriedades hidr\u00e1ulicas indicadas pelo m\u00e9todo de dimensionamento adotado pelo projetista. A norma n\u00e3o indica tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir a integridade do geot\u00eaxtil a ser instalado, \u00e9 necess\u00e1rio que este possua caracter\u00edsticas mec\u00e2nicas que garantam sua sobreviv\u00eancia aos esfor\u00e7os da fase de instala\u00e7\u00e3o e durante a vida \u00fatil da obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo construtivo, das condi\u00e7\u00f5es de lan\u00e7amento do material drenante, da resist\u00eancia do solo escavado e das condi\u00e7\u00f5es gerais da obra, recomenda-se que o geot\u00eaxtil tenha resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o e ao puncionamento conforme indicado abaixo para os n\u00edveis de solicita\u00e7\u00e3o indica:<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"a\"><li>N\u00edvel I trincheiras pouco profundas (\u22641 m), terreno regularizado, agregado pouco contundente e compacta\u00e7\u00e3o leve, devemos ter uma resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 8 kN\/m e uma resist\u00eancia ao puncionamento m\u00ednima de 1,5 kN;<\/li><li>N\u00edvel II Adotado quando uma das solicita\u00e7\u00f5es do N\u00edvel I n\u00e3o se verificar, devemos ter uma resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o m\u00ednima de kN\/m e uma resist\u00eancia ao puncionamento m\u00ednima de 2,3 kN;<\/li><li>Em obras de grande responsabilidade os valores devem ser reavalia.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Segundo a norma, o projeto tamb\u00e9m deve levar em considera\u00e7\u00e3o outras caracter\u00edsticas do geot\u00eaxtil, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p>tipo de pol\u00edmero, estrutura etc., assegurando o desempenho durante a vida \u00fatil da obra.<\/p>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">MANUAL DE PAVIMENTA\u00c7\u00c3O DO DNIT<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Instituto de Pesquisas Rodovi\u00e1rias (IPR), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), dando prosseguimento ao Programa de Revis\u00e3o e Atualiza\u00e7\u00e3o de Normas e Manuais T\u00e9cnicos, apresenta a to a terceira edi\u00e7\u00e3o do Manual de Pavimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Manual de Pavimenta\u00e7\u00e3o do DNIT teve a sua primeira edi\u00e7\u00e3o publicada em 1960. Este Manual \u00e9 o principal objeto de consulta para os projetistas que trabalham em obras federais e em projetos onde as Normas do DNIT devem ser seguidas. Em conjunto com livros edita por professores renomados no pa\u00eds, este Manual \u00e9 a principal orienta\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Este Manual engloba a constru\u00e7\u00e3o de rodovias, desde o seu planejamento at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o em si, passando pelo projeto, equipamentos a serem utiliza e procedimentos de dimensionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o poderia deixar de ser, h\u00e1 um cap\u00edtulo sobre projeto de pavimento onde temos um item que fala de projeto de drenagem. Este item est\u00e1 bem definido no que diz respeito \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de geot\u00eaxtis como elemento de filtro em sistemas de drenagem de pavimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o manual:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs drenos mais modernos constru\u00ed com \u201cmantas de geot\u00eaxtil\u201d, aderentes \u00e0s paredes das valas s\u00f3 utilizam como enchimento o material drenante, pois a manta j\u00e1 \u00e9 filtrante. Quanto \u00e0s pesquisas realizadas (Estado do Paran\u00e1) a este respeito, mostraram que os drenos constru\u00ed com \u201cmantas de geot\u00eaxtil\u201d, al\u00e9m das facilidades executivas que oferecem, s\u00e3o os mais eficientes na reten\u00e7\u00e3o de finos solos locais, que n\u00e3o s\u00e3o carreados para o interior do material drenante e interior tubos, <strong>retardando <\/strong>o processo de \u201ccolmata\u00e7\u00e3o\u201d destes dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs mantas geot\u00eaxtis utilizadas como materiais filtrantes nos drenos devem ser n\u00e3otecido, agulha e atender aos seguintes requisitos b\u00e1sicos:\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tabela 1 Requisitos b\u00e1sicos das mantas geot\u00eaxtis (DNIT, 2006).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"639\" height=\"216\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-227.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6178\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-227.png 639w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-227-300x101.png 300w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">MANUAL BRASILEIRO DE GEOSSINT\u00c9TICOS<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o do Manual Brasileiro de Geossint\u00e9ticos esteve a cargo de 26 renomados profissionais com larga experi\u00eancia te\u00f3rica e pr\u00e1tica no assunto, a maioria com mestrado e doutorado em importantes institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas do Brasil e do exterior. Em conjunto a isso, soma-se a coordena\u00e7\u00e3o do Eng.&nbsp; Carlos Vertematti, uns principais entendedores da aplica\u00e7\u00e3o de geot\u00eaxtis do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta obra, lan\u00e7ada em 2004, veio para suprir a necessidade engenheiros brasileiros em informa\u00e7\u00e3o no que diz respeito \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de geossint\u00e9ticos a obras civis, sendo hoje a refer\u00eancia nacional no assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir citaremos trechos do livro onde s\u00e3o referenciadas as propriedades relevantes para cada tipo de projeto.<\/p>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o em Refor\u00e7o de Solos<\/h4>\n\n\n\n<p>O perfeito desempenho da fun\u00e7\u00e3o refor\u00e7o de um geossint\u00e9tico n\u00e3o depende apenas de um correto dimensionamento esfor\u00e7os solicitantes de projeto, mas tamb\u00e9m da sua correta especifica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de valores adequa de suas propriedades relevantes. (Vertematti, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Vertematti (2004), podemos resumir como relevantes, para o desempenho da fun\u00e7\u00e3o refor\u00e7o, as seguintes propriedades:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Resist\u00eancia a Tra\u00e7\u00e3o, T (kN\/m);<\/li><li>Elonga\u00e7\u00e3o sob tra\u00e7\u00e3o, \u03b5 (%);<\/li><li>Taxa de deforma\u00e7\u00e3o, \u03b5\u2019 (%\/s);<\/li><li>M\u00f3dulo de rigidez \u00e0 tra\u00e7\u00e3o, J (kN\/m);<\/li><li>Comportamento em flu\u00eancia (depende do tipo de pol\u00edmero);<\/li><li>Resist\u00eancia aos esfor\u00e7os de instala\u00e7\u00e3o;<\/li><li>Resist\u00eancia a degrada\u00e7\u00e3o ambiental; &#8211; Intera\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica com o solo envolvente; &#8211; Fatores de redu\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o em Filtra\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Um sistema filtrante mal dimensionado ou com desempenho ruim pode causar falhas na estrutura de terra ou de concreto em barragens, margens de rios, enrocamentos de prote\u00e7\u00e3o ou de conten\u00e7\u00e3o, ou em estradas. As conseq\u00fc\u00eancias seriam desastrosas e a repara\u00e7\u00e3o muito cara, quando n\u00e3o imposs\u00edvel ou inacess\u00edvel. (Vertematti, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>Por esta raz\u00e3o, um sistema filtrante com geot\u00eaxtil deve ser concebido e dimensionado adequadamente, especificado corretamente e instalado com seguran\u00e7a. As principais propriedades associadas aos sistemas filtrantes est\u00e3o relacionadas a seguir (Vertematti, 2004):<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Di\u00e2metro de filtra\u00e7\u00e3o (abertura de filtra\u00e7\u00e3o);<\/li><li>Flexibilidade;<\/li><li>Permeabilidade;<\/li><li>Resist\u00eancia \u00e0 passagem de \u00e1gua;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Resist\u00eancia \u00e0 agressividade do meio ambiente; &#8211; Resist\u00eancia a perfura\u00e7\u00f5es din\u00e2micas; &#8211; Energia de deforma\u00e7\u00e3o absorvida.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Conten\u00e7\u00e3o em Obras Hidr\u00e1ulicas<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Vertematti (2004), dependendo das fun\u00e7\u00f5es que o geossint\u00e9tico ir\u00e1 desempenhar na obra hidr\u00e1ulica, um maior n\u00famero de propriedades ser\u00e1 dele exigido. Listamos, a seguir, as principais e mais relevantes:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Permeabilidade. <\/em>Deve ser alta nos geot\u00eaxtis.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Reten\u00e7\u00e3o. <\/em>Os geot\u00eaxtis devem reter as part\u00edculas s\u00f3lidas que tendem a ser deslocadas pelo fluxo h\u00eddrico.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Resist\u00eancia ao Puncionamento. <\/em>Principalmente quando o geot\u00eaxtil est\u00e1 em contato direto com gabi\u00f5es, enrocamentos, brita e concreto.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Rugosidade. <\/em>Dever\u00e1 ser grande quando for necess\u00e1rio mobilizar a resist\u00eancia de interfaces de materiais, e desprez\u00edvel quando em contato direto com o fluxo de \u00e1gua.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Flexibilidade. <\/em>\u00c9 importante na maioria casos, pois o geot\u00eaxtil deve se amoldar a superf\u00edcie do solo- base e, caso este se movimente, acompanhar seu deslocamento.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Resist\u00eancia a Tra\u00e7\u00e3o. <\/em>Em geral, nas obras hidr\u00e1ulicas, os geot\u00eaxtis s\u00e3o submeti ao tracionamento pela a\u00e7\u00e3o do peso de solos satura ou da pr\u00f3pria \u00e1gua, nas a\u00e7\u00f5es de mar\u00e9s, varia\u00e7\u00f5es de n\u00edveis, ondas e fluxos tangenciais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Resist\u00eancia Qu\u00edmico-F\u00edsico-Biol\u00f3gica<\/em>. O geossint\u00e9tico deve resistir, em fun\u00e7\u00e3o de cada projeto espec\u00edfico, a ataque de raios ultravioleta e microrganismos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Resist\u00eancia nas costuras. <\/em>Nas reformas, a resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o das costuras, em todas as emendas, \u00e9 de vital import\u00e2ncia para a integridade do sistema durante a vida \u00fatil da obra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Resist\u00eancia a escoamento. <\/em>Em todas as aplica\u00e7\u00f5es em que o geot\u00eaxtil \u00e9 tracionado por longo prazo, devem-se levar em considera\u00e7\u00e3o os fatores de redu\u00e7\u00e3o espec\u00edficos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es em Drenagens<\/h4>\n\n\n\n<p>Quando no desempenho da fun\u00e7\u00e3o drenagem, os geot\u00eaxtis apresentam elevada capacidade de escoamento, o que, no entanto, pode variar significativamente dependendo das tens\u00f5es confinantes de compress\u00e3o a que estiverem sujeitos na obra (Vertematti, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>As propriedades relevantes para a aplica\u00e7\u00e3o em drenagem s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Propriedades f\u00edsicas. <\/em>A densidade do geot\u00eaxtil, a espessura e outras caracter\u00edsticas espec\u00edficas definem seu formato, constitui\u00e7\u00e3o, posi\u00e7\u00e3o do filtro etc.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Propriedades mec\u00e2nicas<\/em>. Tais como: Resist\u00eancia a Tra\u00e7\u00e3o, Resist\u00eancia a Compress\u00e3o e Resist\u00eancia ao Cisalhamento.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Propriedades hidr\u00e1ulicas. <\/em>A transmissividade define a capacidade do geot\u00eaxtil em transportar rapidamente volumes eleva de l\u00edqui, sendo, portanto, sua principal caracter\u00edstica, diretamente ligada a fun\u00e7\u00e3o drenante.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Propriedades de durabilidade. <\/em>Indicam a manuten\u00e7\u00e3o das suas principais propriedades ao longo do tempo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><em>Propriedades ambientais. <\/em>Devem ser consideradas as altera\u00e7\u00f5es do geot\u00eaxtil ao longo do tempo por efeito da temperatura, pela natureza do l\u00edquido transportado, sua viscosidade, e pela possibilidade de desenvolvimento de microrganismos no n\u00facleo drenante, o que pode diminuir a sua transmissividade a longo prazo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es em Separa\u00e7\u00e3o de Materiais<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Vertematti (2004), para que um geot\u00eaxtil exer\u00e7a a fun\u00e7\u00e3o principal de elemento separador, ele dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Reter os finos provenientes do solo de funda\u00e7\u00e3o (capacidade de reten\u00e7\u00e3o);<\/li><li>Resistir aos esfor\u00e7os a que ser\u00e1 submetido ao longo da vida \u00fatil da obra (capacidade de sobreviv\u00eancia).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As principais solicita\u00e7\u00f5es a que o geossint\u00e9tico poder\u00e1 estar submetido nesse tipo de aplica\u00e7\u00e3o e que influenciar\u00e3o em seu funcionamento s\u00e3o: tra\u00e7\u00e3o localizada, estouro, perfura\u00e7\u00e3o e impacto.<\/p>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es em Prote\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Para que o geot\u00eaxtil possa exercer a fun\u00e7\u00e3o principal de elemento protetor, dependendo do tipo de aplica\u00e7\u00e3o, ele deve apresentar uma ou mais das seguintes propriedades: (Vertematti, 2004).<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Ser capaz de resistir a esfor\u00e7os de puncionamento;<\/li><li>Ser capaz de resistir a esfor\u00e7os de tra\u00e7\u00e3o localizada;<\/li><li>Ser capaz de resistir e n\u00e3o propagar rasgos;<\/li><li>Ser capaz de absorver esfor\u00e7os de compress\u00e3o, por diminui\u00e7\u00e3o de volume; &#8211; Ser capaz de aumentar o atrito de interface entre os materiais que o envolvem; &#8211; Ser perme\u00e1vel, permitindo o fluxo livre de flui.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es em Restaura\u00e7\u00e3o de Pavimentos<\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;propriedades relevantes para os geot\u00eaxtis:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o &gt; 7 kN\/m (NBR 824);<\/li><li>Capacidade de reten\u00e7\u00e3o de ligante betuminoso &gt; 0,9 L\/m<sup>2 <\/sup>(Texas DOT-3099);<\/li><li>Ponto de amolecimento &gt; 180<sup>oC <\/sup>(apenas geot\u00eaxtis de poli\u00e9ster s\u00e3o capazes de suportar esta temperatura).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Aplica\u00e7\u00f5es em Controle de Eros\u00e3o Superficial<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Vertematti (2004), os geot\u00eaxtis selecionam para desempenhar a fun\u00e7\u00e3o de controle de eros\u00f5es devem atender, basicamente, a um ou mais seguintes requisitos:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Reter os finos provenientes solos subjacentes ou materiais erod\u00edveis transporta;<\/li><li>Resistir \u00e0s velocidades de escoamento e aos esfor\u00e7os tangenciais provoca pelo fluxo de \u00e1guas superficiais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Outros aspectos e solicita\u00e7\u00f5es que dever\u00e3o ser igualmente verificadas, em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de implanta\u00e7\u00e3o do sistema de prote\u00e7\u00e3o e das particularidades locais da obram s\u00e3o: resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o, permissividade, perfura\u00e7\u00e3o e impacto.<\/p>\n\n\n\n<h2><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">MANUAL DE DRENAGEM DO DNIT<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O Manual de Drenagem do DNIT \u00e9 uma ferramenta essencial para o dimensionamento de drenos para rodovias. Este Manual foi editado em 1990 e est\u00e1 passando pela sua primeira revis\u00e3o. O referido Manual apresenta os crit\u00e9rios usualmente adota pelos projetistas de drenagem rodovi\u00e1ria, buscando-se a simplifica\u00e7\u00e3o de procedimentos e a facilidade de sua aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cap\u00edtulo 7 do Manual fala sobre a aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil e seu dimensionamento como filtro bem como sua instala\u00e7\u00e3o na obra. Abaixo iremos citar algumas partes do referido texto contido no Manual.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cComo tantos outros materiais aplica em obras de engenharia, os geot\u00eaxtis possuem caracter\u00edsticas (propriedades) que definem seu comportamento quando instala em uma estrutura pertencente \u00e0 obra.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAs caracter\u00edsticas de permeabilidade e reten\u00e7\u00e3o de part\u00edculas s\u00e3o primordiais para o desempenho da fun\u00e7\u00e3o Filtra\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil, mas, para garantir a efic\u00e1cia do mesmo durante sua instala\u00e7\u00e3o e vida \u00fatil, ocasi\u00e3o em que esfor\u00e7os mec\u00e2nicos poder\u00e3o danific\u00e1-lo, \u00e9 muito importante a <strong>escolha final <\/strong>de um geot\u00eaxtil em rela\u00e7\u00e3o ao outro levando-se em conta as caracter\u00edsticas que seguem <strong>(Resist\u00eancia \u00e0 esfor\u00e7os de instala\u00e7\u00e3o)<\/strong>: &#8211; Resist\u00eancia \u00e0 tra\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Alongamento;<\/em><\/li><li><em>Resist\u00eancia ao Funcionamento;<\/em><\/li><li><em>Resist\u00eancia ao estouro;<\/em><\/li><li><em>Resist\u00eancia \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o do rasgo.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3>TABELA DE PRE\u00c7OS DO DER\/DERSA DE S\u00c3O PAULO<\/h3>\n\n\n\n<p>A tabela de pre\u00e7os em vigor (abril de 2006) para o estado de Paulo, no que diz respeito ao DER e DERSA n\u00e3o leva mais em considera\u00e7\u00e3o as propriedades f\u00edsicas do geot\u00eaxtil, e sim a sua resist\u00eancia a tra\u00e7\u00e3o (propriedades mec\u00e2nicas).<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe salientar que as resist\u00eancias \u00e0 tra\u00e7\u00e3o consideradas na Tabela 2 s\u00e3o as mesmas encontradas na linha RT, possibilitando uma compara\u00e7\u00e3o direta da tabela RT com a tabela DER\/DERSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Tabela 2 Especifica\u00e7\u00e3o da Manta Geot\u00eaxtil na tabela do DER\/DERSA.<\/p>\n\n\n\n<h3><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edmos que a gramatura do geot\u00eaxtil n\u00e3o \u00e9 um par\u00e2metro considerado para projeto. As novas normas e manuais indicam que as<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Departamento T\u00e9cnico &#8211; Atividade Bidim INTRODU\u00c7\u00c3O Assunto Revis\u00e3o das propriedades requeridas para projeto utilizando geot\u00eaxtil. Geossint\u00e9tico Manta Geot\u00eaxtil Descri\u00e7\u00e3o Este artigo explica que a gramatura do geot\u00eaxtil n\u00e3o \u00e9 um par\u00e2metro considerado para projeto, e novas normas e manuais indicam que as propriedades relevantes para projeto s\u00e3o as propriedades mec\u00e2nicas e hidr\u00e1ulicas, dependendo da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6175"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6175"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6182,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6175\/revisions\/6182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}