{"id":2135,"date":"2021-06-15T08:54:28","date_gmt":"2021-06-15T11:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/?p=2135"},"modified":"2021-06-17T09:44:41","modified_gmt":"2021-06-17T12:44:41","slug":"2135-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/2135-2\/","title":{"rendered":"APLICA\u00c7\u00c3O DO GEOT\u00caXTIL BIDIM EM TRECHO EXPERIMENTAL NA RESTAURA\u00c7\u00c3O DO PAVIMENTO DA RODOVIA SP-320 COMO CAMADA ANTI-PROPAGA\u00c7\u00c3O DE TRINCAS"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"block-e8218be0-05cf-4d15-a4ca-81082185ab0c\" style=\"font-size:12px\"><strong><br>Autor:<\/strong>&nbsp;Departamento T\u00e9cnico \u2013 Atividade Bidim<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-0617ebb4-d288-4d42-90f1-5a40b97e58a6\" style=\"font-size:12px\">Revisado JANEIRO 2011- Departamento T\u00e9cnico Mexichem Bidim Ltda.\ufeff<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-0c31328f-d602-441f-9b7a-023e88a2c8d1\"><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">RESUMO<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta detalhes sobre a implanta\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental de aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim na restaura\u00e7\u00e3o do pavimento da Rodovia SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha), trecho Votuporanga-Fernand\u00f3polis, realizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Paulo (DER-SP), na DR-9, sobre pavimento semi- r\u00edgido.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-c402eab3-3648-4b06-b856-9a930bb231eb\"><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">O PROBLEMA<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-c6cd034d-6e55-4e81-aad6-fb2e18839f09\">Implementar um sistema capaz de evitar o trincamento da restaura\u00e7\u00e3o  do pavimento da Rodovia SP-320.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-64d055e1-f662-4a10-a39c-a0b9897fb900\"><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">A SOLU\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-dbee7bcc-8a88-4479-af92-2b90d83ec0ea\">Foi utilizado o Geot\u00eaxtil Bidim como elemento imprescind\u00edvel no sistema anti  trincamento da obra em quest\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-1e24a5b8-4df1-4002-9f2a-53e1dcefc596\"><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">DADOS DA OBRA<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul id=\"block-4b600ac6-56e0-4e23-95b0-f711a80defbe\" class=\"has-normal-font-size\"><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>DATA DE EXECU\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0<\/span>06\/05\/93<\/li><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>LOCALIZA\u00c7\u00c3O:<\/strong> <\/span>Rodovia SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha<\/li><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>CLIENTE:<\/strong> <\/span>Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Paulo (DER-SP)<\/li><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>TIPO DE OBRA:<\/strong> <\/span>Repara\u00e7\u00e3o de rodovia <\/li><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>FUN\u00c7\u00c3O DO GEOT\u00caXTIL BIDIM<\/strong>: <\/span>Camada anti propaga\u00e7\u00e3o de trincas<\/li><li><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\"><strong>QUANTIDADE UTILIZADA:<\/strong> <\/span>Geot\u00eaxtil BIDIM<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">TRINCAMENTO EM PAVIMENTOS E SUAS CONSEQU\u00caNCIAS<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Qualquer que seja o tipo de estrutura do pavimento, quer seja flex\u00edvel, r\u00edgida ou semirr\u00edgida, mesmo bem projetadas e bem constru\u00eddas, essas se degradam com o passar do tempo, seja pela a\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego ou pela a\u00e7\u00e3o de fatores clim\u00e1ticos, ou desses dois fatores conjuntamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal demonstra\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o estrutural pavimentos \u00e9 seu n\u00edvel de trincamento (tipos e quantidades). O trincamento pode se associar a outros tipos de defeitos, sejam estruturais ou funcionais, levando os pavimentos \u00e0 ru\u00edna ou a um n\u00edvel de serventia inadequado. Qualquer projeto ou medida de restaura\u00e7\u00e3o deve levar em considera\u00e7\u00e3o o trincamento.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">2.1 Poss\u00edveis origens das trincas<\/span><\/h4>\n\n\n\n<h5>Fadiga<\/h5>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno da fadiga \u00e9 caracter\u00edstico de qualquer tipo de material quando sujeito a esfor\u00e7os din\u00e2micos, e \u00e9 caracterizado por levar a estrutura ao colapso, mesmo tendo sido submetido a tens\u00f5es inferiores \u00e0 de ruptura. A exist\u00eancia de fissuras\/microfissuras no material vem acelerar ainda mais o fen\u00f4meno de fadiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao tr\u00e1fego suportado pelo pavimento ao longo do tempo, a fadiga se traduz pelo aparecimento de trincas. Essas trincas de fadiga, pelo efeito din\u00e2mico da a\u00e7\u00e3o das cargas repetidas do tr\u00e1fego, t\u00eam in\u00edcio nas trilhas de roda, geralmente na parte inferior da camada de revestimento betuminoso, e essas trincas crescem de baixo para cima at\u00e9 atingir a superf\u00edcie do pavimento. Segundo estu, este fen\u00f4meno acontece desta forma para pavimentos com camadas betuminosas com espessuras em torno de 20 cm, o que \u00e9 o caso predominante no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas trincas de fadiga podem tamb\u00e9m aparecer em toda a estrutura do pavimento (sub-base, base e revestimento), dependendo do material com que \u00e9 constitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<h5><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Retra\u00e7\u00e3o<\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>A retra\u00e7\u00e3o impedida de uma camada da estrutura do pavimento de comprimento quase infinito se traduz por trincas\/fissuras cada vez que o atrito de interface da camada com seu suporte s\u00e3o suficientes para que se criem, dentro desta camada, tens\u00f5es superiores \u00e0 sua resist\u00eancia \u00e0 ruptura por tra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A retra\u00e7\u00e3o pode ser pelo efeito da \u201cpega\u201d do ligante hidr\u00e1ulico (cimento) ou por efeito t\u00e9rmico (varia\u00e7\u00e3o do volume por efeito da varia\u00e7\u00e3o da temperatura: dia\/noite, inverno\/ver\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra geral, a origem de trincamento por retra\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00edpica de camadas tratadas com ligantes hidr\u00e1ulicos (cimento), tais como solo-cimento, concreto, concreto pobre rolado, brita graduada tratada com cimento, etc. Por\u00e9m, em climas muito rigorosos, este fen\u00f4meno pode produzir trincas tamb\u00e9m em misturas betuminosas, especialmente nas camadas de rolamento.<\/p>\n\n\n\n<h5><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Movimentos do subleito ou de camadas estruturais<\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>Movimentos ou a perda de capacidade de suporte do subleito ou de camadas estruturais (refor\u00e7o, sub-base e base) podem criar trincas\/fissuras que se propagam pelas camadas sobrejacentes e de revestimento. Sua origem pode ser:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Perda da capacidade de suporte (perda da resist\u00eancia ao cisalhamento) pelo aumento da umidade em solo\/pavimento mal drenado;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Adensamento lento sob o efeito din\u00e2mico do tr\u00e1fego de um solo\/material compress\u00edvel ou de um aterro\/material mal compactado;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Ruptura\/escorregamento do terreno, especialmente em se\u00e7\u00f5es mistas de corte-a terro;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Retra\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica de solos argilosos por perda excessiva de \u00e1gua ap\u00f3s perigo muito secos;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Inchamento de solos argilosos pelo excesso de \u00e1gua, seja pela penetra\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie do pavimento ou por len\u00e7ol fre\u00e1tico\/ascens\u00e3o capilar;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Inchamento do solo\/materiais por efeito do congelamento da \u00e1gua mal drenada nas camadas de pavimento;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Solos\/materiais muito resilientes.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Defeitos de constru\u00e7\u00e3o<\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>Erros de concep\u00e7\u00e3o ou de constru\u00e7\u00e3o de uma ou mais camadas do pavimento podem se constituir na origem do aparecimento de trincas\/fissuras:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Varia\u00e7\u00e3o transversal da capacidade portanto: este problema \u00e9 frequente quando do alargamento de uma rodovia antiga ou ainda constru\u00e7\u00e3o de terceiras faixas, entre o pavimento antigo e o novo cria-se uma trinca longitudinal, especialmente quando neste local coincide a \u201ctrilha de roda\u201d.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Juntas de constru\u00e7\u00e3o: as uni\u00f5es longitudinais entre as faixas, ou transversais com a retomada de servi\u00e7os, criam zonas fracas quando mal executadas e preparadas. Esses defeitos s\u00e3o comumente a causa de fissura\/trincas, e s\u00e3o mais caracter\u00edsticas em materiais hidr\u00e1ulicas (cimenta), embora possam ocorrer tamb\u00e9m em materiais betuminosos;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Descolamento entre camadas: quando a liga\u00e7\u00e3o entre a camada de rolamento e sua camada de apoio n\u00e3o \u00e9 boa, a camada de rolamento pode fissurar-se rapidamente sobre os efeitos do tr\u00e1fego, seja por falta de distribui\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es ou por escorregamento.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">2.2 As consequ\u00eancias desfavor\u00e1veis do trincamento<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O aparecimento das trincas na superf\u00edcie pavimentos n\u00e3o se constitui apenas em problema de aspecto visual ou est\u00e9tico, mas se constitui em fator mais importantes, pois suas consequ\u00eancias s\u00e3o desfavor\u00e1veis para a manuten\u00e7\u00e3o e perenidade de sua vida \u00fatil e serventia, devido principalmente:<\/p>\n\n\n\n<h5>Perda de estanqueidade<\/h5>\n\n\n\n<p>As trincas permitem que as \u00e1guas de chuva penetrem nas camadas estruturais e subleito, com todas as consequ\u00eancias nefastas j\u00e1 conhecidas:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>perda de capacidade de suporte;<\/li><li>bombeamento de finos;<\/li><li>aumento das deflex\u00f5es; &#8211; aumento da deformabilidade; &#8211; outras.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5>Concentra\u00e7\u00f5es de tens\u00f5es sobre o subleito<\/h5>\n\n\n\n<p>As descontinuidades criadas pelas trincas aumentam a deforma\u00e7\u00e3o e provocam a concentra\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es provenientes do tr\u00e1fego sobre o subleito.<\/p>\n\n\n\n<h5>Aumento das tens\u00f5es e deforma\u00e7\u00f5es no pavimento;<\/h5>\n\n\n\n<p>Aumento das deforma\u00e7\u00f5es nas bordas das placas criadas pelas trincas produz tens\u00f5es nas camadas estruturais que reduzir\u00e3o a durabilidade do subleito, sem falar na altera\u00e7\u00e3o total das distribui\u00e7\u00f5es dessas tens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h5>Degrada\u00e7\u00e3o da camada de rolamento na vizinhan\u00e7a das trincas;<\/h5>\n\n\n\n<p>Pela movimenta\u00e7\u00e3o proveniente do tr\u00e1fego, o atrito gerado leva \u00e0 eros\u00e3o das bordas do revestimento e muitas vezes ao destacamento e arrancamento de agrega ou de pequenos blocos que levam ao aparecimento muitas vezes de grandes defeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias acima provenientes do trincamento, v\u00e3o se somando, levando o pavimento \u00e0 ru\u00edna, desta forma, tudo deve ser feito para evit\u00e1-las ou minimizar seu crescimento e efeito.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">REFLEX\u00c3O DE TRINCAS<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O trincamento em um pavimento \u00e9 um fato normal, embora de consequ\u00eancias por vezes desastrosas, por\u00e9m, o fen\u00f4meno de \u201creflex\u00e3o de trincas\u201d, isto \u00e9, o reaparecimento na superf\u00edcie da camada nova de restaura\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de trincamento da superf\u00edcie antiga, que pode ocorrer dentro de intervalos de tempo bastante curto ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o, vem complicar bastante a problem\u00e1tica da restaura\u00e7\u00e3o de pavimentos trinca.<\/p>\n\n\n\n<p>A reflex\u00e3o de trincas existentes para uma camada superior est\u00e1 ligada ao fato que, sobre o efeito das solicita\u00e7\u00f5es diversas (tr\u00e1fego, varia\u00e7\u00e3o de temperatura e varia\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas do solo), as bordas da trinca existente movimentam-se e transferem este movimento ou criam concentra\u00e7\u00f5es de tens\u00f5es dele provenientes na camada imediatamente superior, que por processo de fadiga inicia ali uma trinca que cresce rapidamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie em fun\u00e7\u00e3o da continuidade do fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo da reflex\u00e3o de trincas exige o conhecimento adequado de como e qual a natureza da movimenta\u00e7\u00e3o das trincas, que basicamente podem ter origem em tr\u00eas tipos de solicita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Tr\u00e1fego<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Os ve\u00edculos, notadamente os pesa, passam sobre ou vizinho \u00e0 trinca, produzindo depress\u00f5es (deflex\u00f5es) da borda carregada. De maneira geral, o tr\u00e1fego produzir\u00e1 movimentos verticais por das trincas.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Varia\u00e7\u00f5es de temperaturas<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>As varia\u00e7\u00f5es de temperatura, noite\/dia e inverno\/ver\u00e3o, criam alongamentos e retra\u00e7\u00f5es de partes do pavimento compreendidas entre duas trincas (ou juntas). Em certos casos, a exist\u00eancia de um gradiente t\u00e9rmico elevado dentro da camada trincada poder\u00e1 produzir um arqueamento desta camada (ou placa).<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Varia\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas do solo<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Que elas tenham sido ou n\u00e3o a origem das trincas, as varia\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas do solo\/camadas s\u00e3o suscet\u00edveis de criar movimentos de abertura e fechamento por dessas trincas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo de reflex\u00e3o de trincas \u00e9 bastante complexo, no qual influem n\u00e3o s\u00f3 o tipo de solicita\u00e7\u00e3o sobre o pavimento trincado, mas tamb\u00e9m o tipo de estrutura que comp\u00f5e o pavimento, a natureza e a forma da trinca existente, a dist\u00e2ncia entre os por da trinca, espessura de camada, velocidade, amplitude, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as diversas teorias que tentam explicar o fen\u00f4meno de reflex\u00e3o de trincas, a \u201cMec\u00e2nica das Fraturas\u201d \u00e9 a que permite o tratamento mais correto.<\/p>\n\n\n\n<p>A Mec\u00e2nica das Fraturas \u00e9 a mec\u00e2nica do meio cont\u00ednuo aplicado a s\u00f3li el\u00e1sticos. Oriunda da metalurgia, tem sido utilizada na an\u00e1lise de ensaios de fadiga de misturas asf\u00e1lticas e compreens\u00e3o do surgimento e propaga\u00e7\u00e3o das trincas.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplic\u00e1vel ao processo de trincamento tamb\u00e9m em pavimentos novos indica a exist\u00eancia de microfissuras distribu\u00eddas na massa e mistura betuminosas, que com a repeti\u00e7\u00e3o das solicita\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas e de carga de tr\u00e1fego, essas figuras crescem por fadiga. No caso de pavimentos j\u00e1 trinca, o fen\u00f4meno seria semelhante, com o agravante da maior dimens\u00e3o das trincas existentes, o que leva ao fen\u00f4meno da \u201creflex\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de pavimentos novos, a microfissura que apresenta maior probabilidade de crescer ao ponto de se tornar uma trinca vis\u00edvel \u00e9 aquela que se encontra na regi\u00e3o de solicita\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. No caso de camadas de refor\u00e7os constitu\u00eddas sobre pavimentos trinca ou com juntas, a regi\u00e3o de solicita\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ocorre imediatamente acima da trinca ou junta (local de deflex\u00e3o m\u00e1xima sobre a carga de roda), fazendo com que surja nesse ponto, uma trinca de reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pioneiro no estudo da mec\u00e2nica das fraturas para uso em pavimentos, G. R. Irwin (1957) prop\u00f4s o conceito de \u201cFator de Intensidade de Tens\u00f5es\u201d e observou que o comportamento da trinca pode ser representado e explicado por tr\u00eas tipos independentes de movimentos cinem\u00e1ticos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bordas da trinca, conforme os deslocamentos resultantes contribuam para a abertura, cisalhamento ou rasgamento, ou seja, mo de deslocamento relativo das superf\u00edcies das bordas da trinca. Esses tr\u00eas mo (I, II e III) s\u00e3o, portanto, necess\u00e1rios e suficientes para descrever toos mo poss\u00edveis de comportamento da trinca (Figura 1).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"189\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem1-2-1024x189.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2143\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem1-2-1024x189.png 1024w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem1-2-300x55.png 300w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem1-2-768x142.png 768w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem1-2.png 1179w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Figura 1 Mo de fratura (trincamento).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Cada um movimento da trinca \u00e9 associado a um campo de tens\u00f5es na vizinhan\u00e7a imediata da extremidade da trinca, que gera o \u201cFator de Intensidade de Tens\u00f5es\u201d, que determina a taxa de velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da trinca. O \u201cFator de Intensidade de Tens\u00f5es\u201d depende da carga, geometria e configura\u00e7\u00e3o da trinca e rigidez do material.<\/p>\n\n\n\n<p>O trincamento por reflex\u00e3o, produzido pelo tr\u00e1fego, \u00e9 provavelmente uma combina\u00e7\u00e3o mo I e II de deslocamento da trinca, embora o modo III possa tamb\u00e9m acontecer se, por exemplo, a trinca n\u00e3o \u00e9 normal \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do fluxo de tr\u00e1fego (Figura 2).<\/p>\n\n\n\n<p>Varia\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas resultam geralmente em tens\u00f5es normais ao plano da trinca, o que d\u00e1 origem ao modo I de deslocamento (Figura 2).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"716\" height=\"401\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2144\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo.png 716w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-300x168.png 300w\" sizes=\"(max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Prof\u00ba Jacques de Medina, e o Eng\u00ba R\u00e9gis Martins Rodrigues apresentam em seu trabalho \u201cA Mec\u00e2nica da Fratura Aplicada ao estudo do Trincamento de Pavimentos\u201d, a Figura 3 que representa esquematicamente as solicita\u00e7\u00f5es do tr\u00e1fego que causam o surgimento e a propaga\u00e7\u00e3o de trincas pela a\u00e7\u00e3o de uma roda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"734\" height=\"251\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2150\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-1.png 734w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-1-300x103.png 300w\" sizes=\"(max-width: 734px) 100vw, 734px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Quaisquer que sejam os agentes externos (tipo de solicita\u00e7\u00e3o) que promovem a reflex\u00e3o de trincas (tr\u00e1fego, varia\u00e7\u00f5es de temperatura ou varia\u00e7\u00f5es de umidade), ela seria o resultado de resist\u00eancia \u00e0 tra\u00e7\u00e3o insuficiente ou falta de ductibilidade do cimento asf\u00e1ltico para suportar as tens\u00f5es de tra\u00e7\u00e3o e cisalhamento induzidas. Esse pode n\u00e3o ser o caso de misturas betuminosas novas, mas pode s\u00ea-lo dentro de alguns meses conforme o tipo de asfalto, intemperismo, grau de compacta\u00e7\u00e3o, grau de oxida\u00e7\u00e3o etc.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">SOLU\u00c7\u00c3O COM GEOT\u00caXTIL BIDIM<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Diversas s\u00e3o as tentativas para solucionar ou minimizar o complexo problema da reflex\u00e3o de trincas. As solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mais diversas que v\u00e3o desde a simples ado\u00e7\u00e3o de grandes espessuras de restaura\u00e7\u00e3o at\u00e9 a interposi\u00e7\u00e3o de camadas intermedi\u00e1rias especiais, como \u00e9 o caso do geot\u00eaxtil n\u00e3otecido impregnado com asfalto.<\/p>\n\n\n\n<p>O geot\u00eaxtil Bidim \u00e9 instalado devidamente impregnado com asfalto sobre o revestimento trincado\/fissurado e sob a nova capa de rolamento, com o objetivo de retardar a propaga\u00e7\u00e3o das trincas. Este fen\u00f4meno de retardamento da propaga\u00e7\u00e3o das trincas pelo fato da estrutura geot\u00eaxtil + asfalto formar uma camada de descontinuidade viscoel\u00e1stico que minimiza a intensidade das tens\u00f5es sobre a trinca existente no momento da solicita\u00e7\u00e3o da carga de roda, efeito t\u00e9rmico e efeito de movimentos. Este efeito de redu\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es ocorre provavelmente pela dessolidariza\u00e7\u00e3o entre a camada trincada e a nova capa de rolamento, permitindo o livre movimento das bordas da trinca inferior e pelo redirecionamento da trinca existente passando est\u00e1 a se propagar na horizontal, mediante um deslocamento localizado entre a capa de rolamento e o pavimento antigo em ambos os la da trinca. Esse redirecionamento dissipa a energia diminuindo a intensidade das tens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Complementarmente ou como objetivo principal, o conjunto geot\u00eaxtil Bidim + asfalto forma uma membrana com boas caracter\u00edsticas de estanqueidade, colaborando com o aumento da vida \u00fatil do pavimento evitando a entrada de \u00e1gua em sua estrutura, mesmo que ap\u00f3s certo n\u00famero previsto de solicita\u00e7\u00f5es venham a aparecer trincas de fadiga no revestimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema composto pelo geot\u00eaxtil Bidim devidamente impregnado com asfalto tem um comportamento r\u00edgido sob tens\u00f5es r\u00e1pidas produzidas pelo tr\u00e1fego, e quando sob tens\u00f5es lentas de origem t\u00e9rmica tem um comportamento d\u00factil.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u201cCamada Antipropaga\u00e7\u00e3o de Trincas\u201d, o geot\u00eaxtil Bidim absorve as tens\u00f5es localizadas que poderiam danificar a nova capa de rolamento pelo efeito da reflex\u00e3o de trincas e aumenta, de maneira geral, a vida de fadiga desta mistura (Figura 4).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"498\" height=\"259\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2151\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-2.png 498w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-2-300x156.png 300w\" sizes=\"(max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h4>TRECHO EXPERIMENTAL RODOVIA SP-320<\/h4>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno de reflex\u00e3o de trincas \u00e9, reconhecidamente, um problema constante na restaura\u00e7\u00e3o pavimentos, principalmente naqueles que tenham estrutura composta por bases ou sub-bases de solo-cimento, de comportamento semi-r\u00edgido.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, convivendo com esse problema constantemente, durante a restaura\u00e7\u00e3o do pavimento da Rodovia SP-<\/p>\n\n\n\n<p>320, que cont\u00e9m base de solo-cimento, a Diretoria Regional de&nbsp;&nbsp; do Rio Preto (DR-9) do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de&nbsp; Paulo, decidiu por iniciativa de seu Diretor T\u00e9cnico o Eng\u00ba Carlos Milanezi, testar a t\u00e9cnica reconhecida internacionalmente de aplica\u00e7\u00e3o de geot\u00eaxtil n\u00e3otecido como \u201cCamada Anti-Propaga\u00e7\u00e3o de Trincas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, ap\u00f3s contato efetuado junto \u00e0 Atividade Bidim selecionou-se um trecho da rodovia para a implanta\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de uma sele\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, o DER-DR9 optou pela escolha de um trecho localizado entre os Km 549 e Km 549,3, que apresentava uma rampa de 5,7% e largura da pista de 7,0 m (duas faixas de tr\u00e1fego), al\u00e9m de uma terceira faixa.<\/p>\n\n\n\n<p>O pavimento originalmente constru\u00eddo em 1964 j\u00e1 havia passado por duas restaura\u00e7\u00f5es (em 1974 e 1986), tendo recebido na implanta\u00e7\u00e3o do trecho experimental espessura de capa de 3 cm em CBUQ.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se dispunha de informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento estrutural do pavimento no local, desta forma a avalia\u00e7\u00e3o deveria recair simplesmente em fun\u00e7\u00e3o do desempenho do sub-trecho com geot\u00eaxtil Bidim e do sub- trecho testemunha (sem geot\u00eaxtil Bidim) quanto \u00e0 velocidade de propaga\u00e7\u00e3o de trincas.<\/p>\n\n\n\n<p>O geot\u00eaxtil Bidim foi implantado na faixa de tr\u00e1fego em rampa ascendente, que recebe maiores solicita\u00e7\u00f5es e, em consequ\u00eancia apresentava superf\u00edcie bem mais trincada e deteriorada que a do subtrecho testemunha. A faixa com rampa descendente, mais bem preservada, n\u00e3o recebeu a aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim e foi mantido como testemunha.<\/p>\n\n\n\n<p>O Trecho Experimental foi implantado no dia 06\/10\/1990.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Localiza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O Trecho Experimental localiza-se na Rodovia SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha), no trecho Votuporanga &#8211; Fernand\u00f3polis, do Km 549 ao Km 349 + 300,00 m, conforme a Figura 5.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Empresa respons\u00e1vel pela obra<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o das obras de restaura\u00e7\u00e3o da Rodovia SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) e a implanta\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental estiveram a cargo do SANCHES TRIPOLONI CONSTRUTORA, por interm\u00e9dio do contrato n\u00ba 7768\/9 edital 097\/89-CO referente aos servi\u00e7os de recapeamento, melhorias e constru\u00e7\u00e3o de terceiras faixas do Km 545 ao Km 639 (94 Km).<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Disposi\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O Trecho Experimental \u00e9 composto de dois subtrechos (Figura 6):<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Subtrecho com geot\u00eaxtil Bidim, com cerca 200 m de extens\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Localizado na faixa de tr\u00e1fego ascendente (rampa positiva) sentido Votuporanga-Fernand\u00f3polis (faixa direita). Estaca 3601 + 14,65 m a estaca 3611 + 13,30 m.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Subtrecho sem o geot\u00eaxtil Bidim (Testemunha) com cerca de 200 m de extens\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Localizado na faixa de tr\u00e1fego descendente (rampa negativa), sentido Fernand\u00f3polis-Votuporanga (faixa esquerda). Estaca 3601 + 14,65 m a estaca 3611 + 13,30 m.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"623\" height=\"344\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2155\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-3.png 623w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-3-300x166.png 300w\" sizes=\"(max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"620\" height=\"344\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2156\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-4.png 620w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-4-300x166.png 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Tipo de Ve\u00edculos<\/td><\/tr><tr><td>Leves<\/td><td>3572<\/td><\/tr><tr><td>M\u00e9dios<\/td><td>339<\/td><\/tr><tr><td>Pesados<\/td><td>651<\/td><\/tr><tr><td>Semi-reboque\/reboque<\/td><td>214<\/td><\/tr><tr><td>\u00d4nibus<\/td><td>139<\/td><\/tr><tr><td>Total&#8230;&#8230;&#8230;..(VDM)&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/td><td>4915 ve\u00edculos por dia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4>Estrutura do Pavimento e Restaura\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>A Rodovia SP-320 foi originalmente pavimentada em 1964, tendo sido restaurada em 1974 e 1990 (ocasi\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental), conforme hist\u00f3rico que segue:<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro recapeamento: Sanches Tripoli 1990<\/p>\n\n\n\n<p>3,0 cm de CBUQ&nbsp; FAIXA \u201cC\u201d do DER-SP<\/p>\n\n\n\n<p>Lado direito com geot\u00eaxtil BIDIM<\/p>\n\n\n\n<p>Lado esquerdo sem o Geot\u00eaxtil BIDIM<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; RT&nbsp; 10<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Recapeamento&nbsp; Constroeste&nbsp; 1986<\/p>\n\n\n\n<p>3,0 cm de CBUQ&nbsp; Faixa \u201cC\u201d do DER-SP<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro recapeamento Semenge&nbsp; 1974<\/p>\n\n\n\n<p>3,5 cm de CBUQ&nbsp; Faixa \u201cC\u201d do DER-SP<\/p>\n\n\n\n<p>Camada de rolamento original Starpav- 1964<\/p>\n\n\n\n<p>2,5 cm de Tratamento Superficial Invertido<\/p>\n\n\n\n<p>Triplo 1-71-60T do DER-SP<\/p>\n\n\n\n<p>Base de solo-cimento Starpav&nbsp; 1964 15 cm teor de cimento = 10% em volume Resist\u00eancia a compress\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>De projeto: 25kgf\/cm\u00b2 M\u00ednima: 16kgf\/cm\u00b2<\/p>\n\n\n\n<p>Sub-leito: Starpav -1964<\/p>\n\n\n\n<p>15 cm&nbsp; compactado a 95% do Proctor Modificado Solo A-4 ( I6.1 ) LL=23% IP= 7% CBR=95%<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Materiais utiliza<\/span><\/h4>\n\n\n\n<ul><li>Ligante asf\u00e1ltico: Para a liga\u00e7\u00e3o\/ader\u00eancia entre a superf\u00edcie do pavimento e o geot\u00eaxtil, impregna\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim e liga\u00e7\u00e3o\/ader\u00eancia com a nova capa de rolamento, foi utilizada uma emuls\u00e3o asf\u00e1ltica de ruptura r\u00e1pida do tipo RR2C.<\/li><li>Geot\u00eaxtil Bidim: O geot\u00eaxtil Bidim aplicado no Trecho Experimental da SP-320 foi o RT-10, fornecido na largura de 3,70 m, que apresenta as propriedades.<\/li><li>Concreto Betuminoso usinado a quente: O CBUQ aplicado no trecho experimental da SP-320 foi do tipo FAIXA \u201cC\u201d do DER-SP.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4>Clima na regi\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Temperaturas<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9dia m\u00e1xima&nbsp; 31,2\u00baC<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9dia m\u00ednima&nbsp; 21,40\u00baC<\/p>\n\n\n\n<p>Pluviometria<\/p>\n\n\n\n<p>Aproximadamente 00 mm\/ano<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">INSTALA\u00c7\u00c3O DO GEOT\u00caXTIL BIDIM<\/span><\/h4>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Selagem de trincas e preparo de superf\u00edcie<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>No sub-trecho com o geot\u00eaxtil Bidim, devido ao trincamento severo e com eros\u00f5es das bordas das trincas, foi aplicada uma \u201ccamada de sacrif\u00edcio\u201d composta de uma mistura betuminosa fina. Essa camada foi aplicada com moto-niveladora, sobre uma pintura de liga\u00e7\u00e3o feita com emuls\u00e3o asf\u00e1ltica RR2C. Foi aplicado um volume de 10m\u00b3 da mistura, que resultou em espessura m\u00e9dia de aproximadamente 2 mm, que possibilitou uma boa selagem das trincas e perfeito apoio do geot\u00eaxtil Bidim.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Primeira aplica\u00e7\u00e3o do ligante asf\u00e1ltico<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A emuls\u00e3o asf\u00e1ltica RR2C foi aplicada com temperatura de cerca de 55\u00baC, tendo como objetivo e obten\u00e7\u00e3o de uma taxa residual final de 1,00 kg\/m\u00b2 (superf\u00edcie sem trincas devido \u00e0 camada de sacrif\u00edcio), taxa esta relativa \u00e0 primeira e segunda aplica\u00e7\u00e3o de asfalto, por\u00e9m, apesar do uso de caminh\u00e3o espargidor e de controle de bandejas, a taxa final de asfalto residual n\u00e3o pode ser bem controlada pois a emuls\u00e3o estava \u201cbatizada\u201d com \u00e1gua para uso em pinturas de liga\u00e7\u00e3o, e uma aplica\u00e7\u00e3o com a quantidade necess\u00e1ria para gerar cerca de 0,70 kg\/m\u00b2 de asfalto residual exigiria muita emuls\u00e3o dilu\u00edda, que escorreria muito sobre a rampa. A primeira aplica\u00e7\u00e3o foi \u201ccorrigida\u201d dentro do poss\u00edvel com uma aplica\u00e7\u00e3o complementar feita com a \u201ccaneta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Instala\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O geot\u00eaxtil Bidim foi instalado manualmente, por\u00e9m sem rugas que pudessem apresentar futuramente maiores problemas. As rugas que resultaram foram totalmente eliminadas com a compacta\u00e7\u00e3o do rolo de pneus.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Compacta\u00e7\u00e3o sobre o geot\u00eaxtil Bidim<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Sobre toda superf\u00edcie do geot\u00eaxtil Bidim foi efetuada a opera\u00e7\u00e3o de compacta\u00e7\u00e3o com rolo de pneus, que constou de algumas passadas (3 a 4) com press\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o de aproximadamente 50 lbf\/in\u00b2.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Segunda aplica\u00e7\u00e3o do ligante asf\u00e1ltico<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A emuls\u00e3o asf\u00e1ltica foi aplicada sobre o geot\u00eaxtil Bidim nas mesmas condi\u00e7\u00f5es da primeira aplica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m tentando-se corrigir a taxa de asfalto residual final para um total de 1,00 kg\/m\u00b2. Deve observado que n\u00e3o foi poss\u00edvel a cura total da emuls\u00e3o pois a execu\u00e7\u00e3o&nbsp; trabalhos estava atrasada e havia o risco de ter de fazer a aplica\u00e7\u00e3o da mistura betuminosa \u00e0 noite. Apesar deste fato, que poderia redundar em escorregamentos, nada de anormal se observou posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Salgamento da superf\u00edcie<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Foi efetuado \u201csalgamento\u201d com a pr\u00f3pria mistura betuminosa retirada da ca\u00e7amba da vibro-acabadora, executado apenas nas regi\u00f5es da passagem das rodas&nbsp; caminh\u00f5es esteiras da vibro-acabadora.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">Aplica\u00e7\u00e3o e compacta\u00e7\u00e3o do CBUQ<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Executado com os procedimentos tradicionais, tendo-se a observar apenas que a vibro-acabadora aplicou a mistura betuminosa no sentido descendente da rampa, para evitar esfor\u00e7os eleva sobre o geot\u00eaxtil Bidim, pois ao contr\u00e1rio teria de empurrar o caminh\u00e3o carregado.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">TREINAMENTO REALIZADO<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Antes da execu\u00e7\u00e3o&nbsp; servi\u00e7os de implanta\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental foi feita uma apresenta\u00e7\u00e3o, em linguagem simples e de obra, n\u00e3o s\u00f3 para o engenheiro, mas tamb\u00e9m e principalmente para to os oper\u00e1rios e t\u00e9cnicos envolvi na obra, sejam da Construtora Sanches Tripoloni ou do DER-SP, relativa \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">CONDI\u00c7\u00d5ES DO TRECHO EXPERIMENTAL &#8211; AVALIA\u00c7\u00c3O<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O Trecho Experimental foi avaliado quando \u00e0 reflex\u00e3o de trincas em diversas oportunidade, e em todas elas a diferen\u00e7a de comportamento era totalmente favor\u00e1vel ao sub-trecho com o geot\u00eaxtil Bidim:<\/p>\n\n\n\n<h4>\/09\/91<\/h4>\n\n\n\n<p>Executado em outubro de 1990 (06\/10\/90) o Trecho Experimental foi submetido \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o pela primeira vez em setembro de 1991 (\/09\/91), e enquanto o sub-trecho testemunha (sem geot\u00eaxtil Bidim) j\u00e1 mostrava reflex\u00f5es de trincas, o sub-trecho com o geot\u00eaxtil Bidim mantinha-se totalmente preservado sem nenhuma trinca de reflex\u00e3o, ap\u00f3s 11 meses da execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4><code><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">14\/08\/92<\/span><\/code><\/h4>\n\n\n\n<p>Em 14\/08\/92, em avalia\u00e7\u00e3o conjunta com o t\u00e9cnico do DER-SP (DR-9), ou seja, quase dois anos ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o, verificou-se que as trincas de reflex\u00e3o se avolumavam no sub-trecho testemunha, enquanto que no sub-trecho com o geot\u00eaxtil Bidim n\u00e3o se apresentavam sinais de trincas de reflex\u00e3o. Ou seja, apesar de instalado na faixa de tr\u00e1fego mais trincada e em condi\u00e7\u00f5es mais severas de solicita\u00e7\u00e3o, o geot\u00eaxtil Bidim comprovava sua efic\u00e1cia como \u201cCamada Anti-Propaga\u00e7\u00e3o de Trincas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">09\/10\/92<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Na oportunidade em que nos foram forneci uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es sobre o pavimento da SP-320, o Eng. Carlos Milanesi, Diretor T\u00e9cnico da DR-9 salientava que: \u201cO trecho, ainda hoje, comporta-se muito bem, contrastando com as trincas do lado oposto onde est\u00e1 colocado o geot\u00eaxtil Bidim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">06\/05\/93<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s cerca de 2 \u00bd anos de execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental, a diferen\u00e7a de desempenho em favor do sub-trecho com o geot\u00eaxtil Bidim era bastante evidente.<\/p>\n\n\n\n<p>No sub-trecho testemunha, que antes da restaura\u00e7\u00e3o era menos trincado e menos carregado (rampa descendente), na oportunidade da avalia\u00e7\u00e3o praticamente em toda sua extens\u00e3o se observaram trincas de reflex\u00e3o, enquanto no sub-trecho com geot\u00eaxtil Bidim, que antes da restaura\u00e7\u00e3o era mais trincado e com solicita\u00e7\u00e3o mais severa, praticamente n\u00e3o se notavam trincas de reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">TREINAMENTO PARA A EQUIPE DA CONSTRUTORA SANCHES TRIPOLONI<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Antes da execu\u00e7\u00e3o&nbsp; servi\u00e7os de implanta\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental foi feita uma apresenta\u00e7\u00e3o em linguagem simples e de obra, n\u00e3o s\u00f3 para o engenheiro, mas tamb\u00e9m e principalmente para to os oper\u00e1rios e t\u00e9cnicos envolvi na obra, sejam da Construtora Sanches Tripoloni ou do DER-SP, relativa \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">AGRADECIMENTOS<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental s\u00f3 foi poss\u00edvel devido ao apoio incondicional do Eng. Carlos Milanesi, Diretor T\u00e9cnico da DR-9 (&nbsp; do Rio Preto) do DER-SP e do Eng.&nbsp; Carlos Mugaia, do DER-SP (DR- 9), respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o da obra, sem falar da colabora\u00e7\u00e3o prestada pela Construtora Sanches Tripoloni, em especial pelo Eng. Joel Leite Salgado, a quem agradecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostar\u00edamos tamb\u00e9m de deixar nossos agradecimentos a toda equipe de t\u00e9cnicos e funcion\u00e1rios do DER-SP (DR-9) e da Construtora Sanches Tripoloni, pela colabora\u00e7\u00e3o prestada.<\/p>\n\n\n\n<h4><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">BIBLIOGRAFIA<\/span><\/h4>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li>COLOMBIER, Georges.&nbsp; Fissuration des Chauss\u00e9s&nbsp; Nature et Origine des Fissures&nbsp; Moyens Pour Maitriser leur Remont\u00e9e, Reflective Cracking in Pavements&nbsp; Assesmet and Control, Li\u00e9ge, B\u00e9lgica, mar\u00e7o de 1989.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul><li>MARONI, Laerte Gui\u00e3o et. al.&nbsp; Aplica\u00e7\u00e3o do Geot\u00eaxtil N\u00e3otecido na Restaura\u00e7\u00e3o do Pavimento da Ruta 5 e Ruta 7&nbsp; \u201cUma Experi\u00eancia Argentina\u201d, 26\u00aa Reuni\u00e3o Anual de Pavimenta\u00e7\u00e3o, Aracaju (SE), outubro de 1992.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>MEDINA, Jacques de, e RODRIGUES, R\u00e9gis Martins.&nbsp; A Mec\u00e2nica da Fratura Aplicada ao Estudo do Trincamento de Pavimentos, 11\u00ba Encontro de Asfalto, Rio de Janeiro (RJ), dezembro de 1992.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Bidim Informa n\u00ba19, &#8211; outubro de 1992.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>Relat\u00f3rios Internos&nbsp; Atividade Bidim.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"color:#434343\" class=\"has-inline-color\">DOCUMENTA\u00c7\u00c3O FOTOGR\u00c1FICA<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"438\" height=\"304\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2164\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem3-1.jpg 438w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem3-1-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><figcaption>Padr\u00e3o de trincamento e defeitos do pavimento antes da restaura\u00e7\u00e3o (setembro\/1990). A pista ascendente (\u00e0 direita), que recebeu a aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim, era visivelmente a mais trincada\/danificada.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"436\" height=\"303\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem4-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2165\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem4-2.jpg 436w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem4-2-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><figcaption>Padr\u00e3o de trincamento e defeitos do pavimento antes da restaura\u00e7\u00e3o (setembro\/1990) na faixa de tr\u00e1fego que recebeu a aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"446\" height=\"304\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem5-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2167\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem5-2.jpg 446w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem5-2-300x204.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><figcaption>Primeira aplica\u00e7\u00e3o de ligante asf\u00e1ltico (emuls\u00e3o asf\u00e1ltica dilu\u00edda inadequada) com o caminh\u00e3o espargidor (06\/10\/90).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"433\" height=\"303\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem6-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2168\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem6-2.jpg 433w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem6-2-300x210.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><figcaption>Instala\u00e7\u00e3o manual do geot\u00eaxtil Bidim (06\/10\/90).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"438\" height=\"304\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem7-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2170\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem7-2.jpg 438w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem7-2-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><figcaption>Opera\u00e7\u00e3o de compacta\u00e7\u00e3o sobre o geot\u00eaxtil Bidim com o rolo de pneus (06\/10\/90).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"430\" height=\"303\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem8-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2172\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem8-1.jpg 430w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem8-1-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><figcaption>Segunda aplica\u00e7\u00e3o do ligante asf\u00e1ltico sobre o geot\u00eaxtil Bidim (06\/10\/90).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"439\" height=\"303\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem9-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2174\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem9-2.jpg 439w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem9-2-300x207.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><figcaption>Aplica\u00e7\u00e3o do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). Notar o \u201csalgamento\u201d efetuado nas trilhas onde passavam as rodas caminh\u00f5es de transporte (06\/10\/90).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"429\" height=\"302\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem10-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2176\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem10-1.jpg 429w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem10-1-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 429px) 100vw, 429px\" \/><figcaption>Aparecimento das primeiras trincas de reflex\u00e3o no sub-trecho sem o geot\u00eaxtil Bidim ap\u00f3s 11 meses da execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o do pavimento (\/09\/91).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"431\" height=\"303\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem11-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2178\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem11-1.jpg 431w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem11-1-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><figcaption>Aspecto da superf\u00edcie do pavimento no sub-trecho onde foi instalado o geot\u00eaxtil Bidim. Ap\u00f3s 11 meses da execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o do pavimento n\u00e3o se apresentava nenhuma trinca de reflex\u00e3o (\/09\/91).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"444\" height=\"302\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem12-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2181\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem12-1.jpg 444w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem12-1-300x204.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><figcaption>Trincas de reflex\u00e3o na superf\u00edcie do pavimento no sub-trecho sem o geot\u00eaxtil Bidim ap\u00f3s aproximadamente 2 anos de execu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o do pavimento (14\/08\/92).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"432\" height=\"304\" src=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem13-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2183\" srcset=\"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem13-2.jpg 432w, https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Imagem13-2-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><figcaption>Na mesma posi\u00e7\u00e3o da Foto 10, ap\u00f3s 2 anos e 7 meses, aumenta a intensidade do trincamento de reflex\u00e3o na faixa de tr\u00e1fego sem o geot\u00eaxtil Bidim. Aparecem trincas de reflex\u00e3o em praticamente toda a superf\u00edcie do pavimento do sub-trecho sem o geot\u00eaxtil Bidim (06\/05\/93).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor:&nbsp;Departamento T\u00e9cnico \u2013 Atividade Bidim Revisado JANEIRO 2011- Departamento T\u00e9cnico Mexichem Bidim Ltda.\ufeff RESUMO Este trabalho apresenta detalhes sobre a implanta\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o do Trecho Experimental de aplica\u00e7\u00e3o do geot\u00eaxtil Bidim na restaura\u00e7\u00e3o do pavimento da Rodovia SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha), trecho Votuporanga-Fernand\u00f3polis, realizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Paulo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[66],"tags":[58],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2135"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2135"}],"version-history":[{"count":35,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2194,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2135\/revisions\/2194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diprotecgeo.com.br\/casos-de-obra\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}